Segundo a astróloga Claudia Lisboa, o signo solar não muda ao longo da vida, pois representa a posição dos astros no momento exato do nascimento, o que pode ser compreendido ao fazer um curso de astrologia online. Assim como signos não mudam, mapa astral não tem data de validade.
O mapa astral, ou mapa natal, traz as potências de cada indivíduo para o desenvolvimento e realização da vida. “O mapa natal é o espelho do céu que nos viu nascer. As potências podem revelar pontos que, ao longo da vida, podem ficar latentes, assim como outros, que têm poder de realização”, explica a astróloga.
A representação do céu no momento exato do nascimento de cada indivíduo permite o cálculo de aspectos entre planetas, casas e signos, o que define a interpretação de como esses pontos refletem na vida.
A leitura e o conhecimento dessas potências, conhecidas ao fazer mapa astral, ajudam a ter consciência do que pode ser explorado, de quem somos e de como nos relacionamos e, assim, é possível entender também as outras pessoas.
Mas o mapa astral tem prazo de validade ou vale para a vida toda?
Mas por que ainda existe a dúvida: o mapa astral é pontual ou é para a vida toda? Será que um mapa astral feito na juventude pode ser diferente do mapa astral feito na fase adulta? Fazer um mapa astral vocacional significa ter que refazê-lo anos depois?
Pesquisa do Google Trends revelou que o Brasil é o quarto país do mundo com mais interesse de busca por mapa astral, ficando atrás apenas da Argentina, do Uruguai e do Chile. Mesmo com tanto interesse pelo assunto, ainda, de vez em quando, surge a notícia de que o signo pode mudar e ganha destaque de tempos em tempos, tendo sido noticiado, recentemente, pelo jornal The New York Times.
O periódico apontou que “seu signo estaria desatualizado há dois mil anos”. A afirmação está relacionada à mudança do eixo de rotação dos equinócios, que faz com que o Sol não esteja na mesma constelação de dois mil anos atrás.
“Isso é verdadeiro apenas do ponto de vista astronômico-constelacional. Para a astrologia ocidental, não faz sentido”, aponta o astrólogo, Alexey Dodsworth. A explicação está no fato de que os signos não se baseiam nas constelações, e sim em uma divisão geométrica, de 12 partes iguais, a partir do equinócio de março, que marca o início do zodíaco, pelo signo de Áries.
É como se uma faixa circular fosse projetada a partir da Terra e dividida em doze setores iguais, o que astrologicamente chama-se de signos zodiacais. Signos não são constelações, que são agrupamentos de estrelas irregulares e mutáveis.
“O que acontece é simples: algumas constelações celestes têm nomes iguais aos dos signos da astrologia. Mas quando alguém fala do signo de Câncer, por exemplo, não é a mesma coisa de se referir à constelação do Caranguejo”, explica o astrólogo.
Deste modo, ainda que as constelações tenham mudado de lugar ao longo de dois mil anos, isso não altera a astrologia. Dessa forma, o signo não muda porque a astrologia se ancora em pontos fixos da Terra.
Revolução Solar
Diferentemente do mapa natal, que gera conhecimento para diferentes fases da vida, o mapa da revolução solar é temporário, valendo entre um aniversário e outro. A revolução solar revela potências e desafios de uma pessoa para o período de doze meses.
Na astrologia, o aniversário ocorre no céu específico daquele ano e o sol se volta à posição em que se encontrava no dia do nascimento. Com isso, o signo solar não muda, mas mudam as posições de outros astros, alterando o signo ascendente e lunar, por exemplo.










