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Fatores genéticos aumentam risco de rosácea

A predisposição genética é um dos fatores para o desenvolvimento de rosácea, doença inflamatória crônica da pele que afeta cerca de 416 milhões de...

Fatores genéticos aumentam risco de rosácea

Foto: Reprodução/American Academy of Dermatology

A predisposição genética é um dos fatores para o desenvolvimento de rosácea, doença inflamatória crônica da pele que afeta cerca de 416 milhões de pessoas ao redor do mundo, conforme dado da National Rosacea Society (NRS).

Além da genética, fatores sistêmicos, ambientais e relacionais a disfunções imunológicas contribuem para a patogênese da rosácea, como informa o artigo científico produzido pelo Grupo Brasileiro de Pesquisas e Estudos em Rosácea (GBPER).

Segundo o estudo, a doença crônica acomete principalmente mulheres, de pele clara, entre 20 e 50 anos, mas também pode afetar homens. No caso deles, os quadros clínicos costumam se apresentar de forma mais grave. 

A supervisora do Suporte Clínico MedSystems, Raquel Nato, acredita que o conhecimento de que a rosácea carrega “forte componente genético, especialmente relacionado à hiper-reatividade neurovascular e à ativação exacerbada da imunidade inata”, auxilia no planejamento de protocolos personalizados.

“Pacientes geneticamente predispostos tendem a reagir mais intensamente ao calor e à energia luminosa, por isso, precisamos de parâmetros extremamente controlados”, justifica.

Nato cita o laser Chrome, uma plataforma de laser e luz intensa pulsada que combina múltiplos comprimentos de onda em um único aparelho para tratamentos estéticos e dermatológicos, como um exemplo de tecnologia que trouxe “avanço importante no manejo da rosácea, justamente por permitir uma abordagem extremamente precisa dos componentes vasculares da doença”.

“O Chrome permite ajustar fluência e largura de pulso de maneira personalizada, respeitando a tolerância individual de cada paciente” e se torna “possível reduzir a vermelhidão e o flushing de maneira controlada, minimizando estímulos que poderiam agravar a inflamação”, acrescenta.

Nato destaca que o planejamento orientado pela predisposição reduz riscos, evita crises e possibilita a conquista de resultados progressivos. Para ela, “esse é o grande benefício de integrar genética e tecnologia: protocolos mais seguros, controlados e com melhor resposta clínica a longo prazo”.

 

Identificação dos sintomas 

Segundo o GBPER, o diagnóstico da rosácea é clínico, demandando exames laboratoriais somente em casos específicos, como a proteção contra outras enfermidades.

A doença possui diferentes subtipos, os principais são chamados de: eritemato-telangiectásica, papulopustulosa, fimatosa e ocular. A distinção na classificação facilita o diagnóstico e direciona melhor o tratamento, de acordo com a American Academy of Dermatology.

Os principais sintomas da rosácea são vermelhidão persistente na face, com ou sem edema; pequenos vasos superficiais dilatados; pápulas (pequenas lesões) e pústulas (lesões com pus); ardência ou sensibilidade, como informa a instituição.

De acordo com o GBPER, a doença pode impactar à qualidade de vida das pessoas, sobretudo quando causa ansiedade, constrangimentos e prejuízos nas relações profissionais.

 

Recomendações profissionais

Autoridades de saúde sugerem o uso diário de filtro solar com FPS adequado, amplo espectro (UVA/UVB) e desenvolvido para peles sensíveis. Também orientam a utilização de hidratantes suaves, que apresentem ingredientes calmantes e reparadores na composição.

A National Rosacea Society alerta que a longa exposição a climas extremos, principalmente ao sol em dias de forte calor, e o consumo exagerado de bebidas quentes e alcoólicas podem desencadear ou agravar os sintomas da rosácea. Por isso, recomenda que os pacientes identifiquem os próprios gatilhos e façam o possível para evitá-los.

A American Academy of Dermatology adverte que alimentos picantes, como variados tipos de pimenta e curry, também podem estimular crises de rosácea. Outra recomendação é evitar banhos muito quentes. 

 

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