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ES: dentista é absolvida e veterinário é condenado por matar homem

O veterinário Thiago Oliveira do Nascimento foi condenado a 17 anos de prisão pelo assassinato brutal de um homem em situação de rua em Vila Velha, na Grande Vitória. No mesmo julgamento, o júri popular decidiu por absolver a dentista Gabriella Anacleto Kiefer das acusações.

A pena deverá ser cumprida em regime fechado. O julgamento durou dois dias. A defesa de Thiago comunicou que irá recorrer contra a decisão.

Os dois eram réus pela morte de um homem, em 2021. Antes de ser morta com tiros nas costas e na cabeça, a vítima foi amarrada, espancada e teve pernas quebradas, segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

A cirurgiã dentista foi presa em dezembro de 2024 dentro da própria clínica, também em Vila Velha. Já o veterinário Tiago Oliveira estava preso desde janeiro do mesmo ano. Na época, segundo a polícia, eles eram namorados.

Os advogados de Gabriela assinalaram que a decisão foi justa (leia no final da reportagem).

Segundo as investigações, uma testemunha contou que, durante o período em que a clínica de Gabriella estava em reforma, em 2021, um homem em situação de rua teria entrado para furtar objetos.

A dentista, vendo o crime pelas câmeras de segurança, teria chamado seu então namorado. O veterinário teria ido até o local, rendido e agredido a vítima e colocado ela em um veículo Fiat Toro branco, posteriormente identificado como propriedade da dentista.

O corpo do homem em situação de rua foi encontrado em agosto de 2021, às margens da Rodovia Leste-Oeste, na entrada do bairro Vale Encantado, também em Vila Velha.

A vítima, não identificada, estava amarrada, com marcas de tiros e sinais de violência, como ossos quebrados. Na época, a Polícia Civil não conseguiu avançar com as investigações. Porém, em janeiro de 2024, Thiago foi preso pela Polícia Federal (PF).

Em julho de 2025, a cirurgiã dentista e o veterinário se tornaram réus e serão julgados por homicídio qualificado.

Em janeiro de 2024, Thiago havia sido preso pela Polícia Federal (PF) por tentar extorquir dinheiro de um empresário indiano. A partir daí, as investigações sobre o homicídio também voltaram a caminhar.

Na época, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha encontrou um verdadeiro arsenal, com munições e vários equipamentos para arma de fogo na casa de Thiago.

Após a realização de uma perícia, a polícia chegou à conclusão que a arma utilizada no crime era uma das que foram apreendidas com o veterinário.

Laudos de confronto balístico confirmaram que os projéteis retirados do corpo da vítima saíram da arma localizada com Thiago. Ele confessou o homicídio, alegando legítima defesa. Já Gabriella optou pelo direito de permanecer em silêncio.

Os advogados de Gabriela, Marcos Daniel Vasconcelos Coutinho e Ricardo Luiz de Oliveira Rocha Filho, assinalaram que a decisão foi justa.

“Ela estava presa há um ano e meio de maneira injusta. Nestes dois dias apresentamos aos jurados o depoimento das testemunhas que puderam falar sobre a sua inocência e provas técnicas que comprovam que ela não participou do crime. E o Conselho de Sentença entendeu por absolvê-la, cessando a injustiça”, pontuaram.

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