Workshop debate trabalho das agências de fomento na pesquisa brasileira

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) foi convidada para o sexto episódio do workshop virtual promovido pelo Projeto “Ué, Mas Como Assim?”, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O tema do evento, que aconteceu na noite dessa terça-feira (25), foi “O Papel das Agências de Fomento na Pesquisa” e cerca de 50 pessoas se inscreveram para assistir.

A Fapes foi usada como exemplo de trabalho e as diretoras presidente e técnico-científica foram convidadas. Lucas Fadini Favarato, um dos idealizadores do projeto e mestrando em Engenharia Civil pela Ufes, foi o mediador do workshop.

“Iniciamos o “Ué, Mas Como Assim?” em maio de 2020 e já nos primeiros meses tivemos uma interação grande com estudantes de graduação, mestrado e doutorado, com pessoas do Espírito Santo e de outros estados. Percebemos quais as maiores dificuldades do nosso público e, a partir disso, vimos a necessidade de explicar o que são as agências de fomento. A Fapes é a nossa grande agência capixaba. Não tinha uma instituição melhor para usar como exemplo”, explicou Favarato.

O idealizador ainda comentou sobre o alcance do workshop. “O nosso público sempre demonstrou interesse em conhecer melhor as agências de fomento e muitas vezes não sabemos da amplitude e alcance das ações da Fapes, por isso a escolha do tema. A gente recebeu um feedback muito positivo sobre o evento. O público interagiu e gostou do resultado. Acreditamos que o workshop atingiu o propósito dele”, disse.

Cristina Engel, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo, participou do debate e explicou o trabalho desenvolvido pela Fapes para fomentar não só a pesquisa capixaba, mas também a inovação e a tecnologia. A diretora-presidente destacou a importância da iniciativa do “Ué, Mas Como Assim?”.

“O projeto está cumprindo uma função maravilhosa que é de criar uma maior aproximação entre a academia e a Fapes, enquanto entidade fomentadora. Nós, como Fapes, precisamos que essa aproximação seja feita de uma forma mais amigável e eficiente possível. E é por meio de projetos como esse que as pessoas têm liberdade de perguntar e colocar suas opiniões. Pra nós, da Fundação, é um feedback fundamental para que a gente possa aprimorar as nossas formas de relação com a academia e também direcionar as políticas públicas para o atendimento das reais demandas e necessidades”, destacou Cristina Engel.

A diretora técnico-científica da Fapes, Denisse Rocco de Sena, apresentou quais agências de fomento existem no Brasil e as parcerias que a Fundação capixaba tem para promover a pesquisa no Estado e País.

“Apresentei sobre o CNPq, Finep, Capes e Confap. Expliquei de que forma a Fapes trabalha, quais os regulamentos e normas regem a Fundação, exemplos de editais, como o Edital Covid-19 lançado em 2020 para mitigar os prejuízos causados pela pandemia, o Edital PDCTR que interioriza a Pesquisa e a Ciência, entre outros. Um ponto forte debatido foram as parcerias que conquistamos em nível nacional e internacional para mostrar que a Fapes trabalha com pesquisas globalizadas”, contou a diretora técnico-científica da Fundação.

Denise Rocco de Sena também falou sobre o final do workshop em que o público pode fazer perguntas: “As perguntas foram o ponto alto do evento. Foram dúvidas de futuros cientistas e isso é muito bom para a Fapes, pois assim nós estamos investimento, de fato, no pesquisador do futuro. Então, ter respondido as perguntas, a troca de experiências gerada com os estudantes e a interatividade fez com que a gente conseguisse tratar de um assunto pesado de maneira leve e eficaz”, pontuou.  

O Projeto “Ué, Mas Como Assim?” foi idealizado por Lucas Fadini Favarato, mestrando em Engenharia Civil pela Ufes, e Larissa Bastos Paulino, egressa do mestrado de Engenharia Ambiental da Ufes, com os objetivos de descomplicar as áreas da Ciência, Pesquisa e Tecnologia e de ser um canal de informações e de motivação para os estudantes, não só da Ufes, mas também de outras instituições de ensino.

O Projeto, apesar de independente, tem parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da Ufes (Proex) e a coordenação das professoras e doutoras do Departamento de Engenharia Civil da Ufes, Rudiele Aparecida Schankoski e Juliana da Cruz Vianna Pires.

Texto: Samantha Nepomuceno


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