Voluntárias vivenciam rotina dos parques Pedra Azul e Forno Grande

Vivenciar experiências de contato com a natureza e na gestão de um parque estadual foram alguns dos resultados da primeira edição de 2021 do Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação (PVUC), realizado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Por quase 20 dias, as voluntárias vivenciaram a rotina dos parques estaduais Pedra Azul, em Domingos Martins, e Forno Grande, em Castelo.

Nesta edição, todos os participantes no Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação foram do sexo feminino. Na Pedra Azul, participaram as voluntárias Julia Jubini Martins, Larissa da Silva Guarnier e Franciele Pianzola. Já no Forno Grande, as voluntárias foram Carolina Delpupo, Lara Souza, Lavínia Mendes e Kezianne Vieira. Em cada um dos parques, elas desenvolveram atividades como atendimento aos turistas, sinalização com placas, educação ambiental e apoio nas redes sociais.

Para as voluntárias que atuaram no parque Pedra Azul, o programa foi uma oportunidade de desenvolver novas habilidades, tanto pessoais quanto profissionais. “O voluntariado proporciona vivências de experiências diversas. A maior gratificação foi, como bióloga, poder observar a recuperação de animais feridos e a soltura deles. Adorei também atuar para a sensibilização ambiental com os visitantes, principalmente nas atividades com o público infantil, uma vez que mostramos a grande importância do respeito ao meio ambiente”, disse Franciele Pianzola.

No Forno Grande, as meninas também se encantaram com a experiência. “O voluntariado foi bem proveitoso. Mesmo com a pandemia, tivemos toda a orientação sobre a importância das medidas de proteção nos atendimentos aos turistas e a relação entre os servidores. Além disso, nossa equipe desenvolveu atividades que nos deram experiências que vão agregar em nosso crescimento profissional”, ressaltou Kezianne Vieira.

“O voluntariado me surpreendeu muito. Foi uma vivência totalmente diferente. Tivemos liberdade para criar e participar efetivamente dos processos do parque em todos os setores. Foi muito bom poder ajudar efetivamente na melhora e divulgação do parque”, destacou Lara Souza. Ela, que é estudante de biologia, se encantou também com a soltura de aves apreendidas.

A presença das voluntárias foi muito positiva e proveitosa para os parques, como conta a servidora do Iema, Tamirez Mutz, que acompanhou parte do trabalho delas. “Foi muito bom ter as voluntárias esse período aqui. Nos ajudou muito, principalmente com a visitação, manutenção das trilhas e dar andamentos na confecção de placas”, pontuou.

O gestor dos parques, Rodolpho Torezani, destacou a importância do Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação. “Para a gente, é muito importante, pois, além de auxiliar no atendimento aos visitantes, elas promovem a educação ambiental, ajudam a restaurar placas e informativos e atualizam informações científicas e acadêmicas”, acrescentou Torezani.

Ainda segundo Torezani, além da troca de experiências, as voluntárias deixaram resultados que beneficiam as unidades de conservação. “Apesar da grande maioria dos voluntários ser da área de Ciências Biológicas, temos participantes de várias formações, o que também agrega muito aos parques. Esperamos em breve receber mais um grupo do programa”, afirmou o gestor dos parques.

Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação

O PVUC é um programa que procura incentivar e valorizar o trabalho voluntário nas áreas naturais públicas do Estado, com o objetivo de aproximar e envolver a sociedade em atividades de conservação dos recursos naturais, promovendo conhecimento e a troca de experiências entre profissionais das Unidades de Conservação e voluntários.

O trabalho voluntário não gera vínculo empregatício ou remuneração, conforme a Lei 9.608/98 e a IN 06/14, do Iema. Os voluntários recebem, como contrapartida das unidades de conservação, benefícios necessários para a permanência no local de trabalho, como alojamento em quarto individual, uso de cozinha completa com equipamentos e utensílios, computadores com acesso à internet, wi-fi e empréstimo de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), quando necessário.

Além disso, os voluntários recebem capacitação sobre as unidades de conservação e participam das atividades que serão realizadas. Há também a emissão de um certificado com carga horária e atividades realizadas.

  

 

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