Vereadores pedem paralisação de construção de Praça no Centro de Vila Pavão

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Seis vereadores da Câmara Municipal de Vila Pavão encaminharam um ofício ao Ministério Público na última segunda-feira (04), solicitando a paralisação da construção da Praça Pública no Centro da cidade, avaliada em R$ 809.685,61.

De acordo com o requerimento assinado pelos parlamentares Gecimar Rodrigues (PV), João Trancoso (PSB), Juvenal Medici Ferreira (PSDB), Francisco de Assis Campos (PSDC), Vera Lucia Elias (SD), e José Henrique Pinto Martins (PROS), o pedido se motiva com o objetivo de intensificar o enfrentamento à pandemia do Sars-CoV-2, novo coronavírus causador da Covid-19, já que a obra é realizada, inteiramente, com recursos próprios.

Segundo Gecimar Rodrigues, o desejo dos vereadores é que o recurso seja aplicado na saúde. “Nosso município é pequeno. Não temos atendimento 24 horas e já presenciamos há alguns dias, pessoas que vão para fila às 15h para aguardar consulta do outro dia, porque está faltando médico e, por isso, às vezes, tem que levar o paciente para outros municípios para tratar um quadro clínico que poderia ser resolvido aqui, correndo o risco de contrair o coronavírus. Essa é a nossa preocupação. Poderia melhorar e investir um pouco mais nosso município, com a contratação de médicos, de exames e outras melhorias na área da saúde”.

O parlamentar disse, ainda, que o recurso também poderia ser aplicado na agricultura pavoense. “É a nossa maior fonte de renda e nós vemos as dificuldades que os nossos agricultores têm enfrentado nesse período para poder escoar a sua produção com a qualidade das nossas estradas. Lamentamos essa situação, porque os produtores reclamam, e com razão. Por isso, tomamos essa medida para que a obra seja paralisada e não interrompida”.

De acordo com Gecimar, uma das sugestões para a construção da Praça seria buscar os recursos com representantes na Assembleia Legislativa, no Governo do Estado, na Câmara dos Deputados ou no Senado. “Estamos bem representados. Esse recurso deveria ser buscado através de emendas parlamentares. Eu não sei se é porque o prefeito não tem um bom diálogo ou um bom relacionamento com esses representantes e, então, usou esse recurso para fazer a Praça. É do conhecimento que a nossa arrecadação é baixa e sobra muito pouco de recursos próprios, então, leva muito tempo para juntar esse valor todo”.

O vereador disse que na Sessão Ordinária do dia 19 de abril, o grupo se reuniu, conversou e decidiu que seria melhor encaminhar um ofício ao prefeito solicitando a paralisação da obra. Segundo ele, o ofício pedia que o Executivo pagasse o que foi feito até o momento e, na medida em que as coisas se resolverem, a construção retornaria. “Encaminhamos o ofício, mas até o momento, ele não nos deu nenhuma resposta. Acredito que uma parte da obra já deve ter sido paga, então, pedimos que ele segurasse o restante para que, se caso for necessário, investir na área da saúde ou em outras áreas prioritárias. Assim que tudo se resolver, que volte e conclua”.

Sobre as áreas prioritárias, Gecimar disse que o grupo que assinou o ofício sempre sugeriu ao prefeito, através de indicações, que fizesse outras obras com recursos próprios. “Sempre indicamos a construção de uma capela mortuária, da ampliação do cemitério municipal, da reforma do Posto de Saúde, de escolas, e outras prioridades a mais no nosso município, como na agricultura, mas o prefeito optou pela Praça e foi preocupante para nós, mas como foi antes da pandemia de Covid-19, nós aprovamos o projeto enviado pelo Executivo, porque nossas sugestões não foram aceitas. Ele preferiu a sugestão dele na época, sem dialogar com a comunidade e com os vereadores para saber se essa Praça seria o essencial no momento. A Câmara aprovou, sim, porém, devido a toda situação que estamos passando, tomamos essa decisão”.

Outra preocupação dos vereadores é em relação à folha de pagamento dos servidores públicos. “O próprio vice-prefeito nos comunicou através de um grupo de WhatsApp que, possivelmente, de acordo com o caminhar da situação, a folha de pagamento terá dificuldade, podendo atrasar. E se isso acontecer, vai faltar muita coisa. Então, porque não parar uma obra desse porte? Sabemos que ela trará beleza para a nossa cidade, mas não é prioridade no momento”, finalizou.

O OUTRO LADO

Procurado pela reportagem da Rede Notícia, o prefeito, Irineu Wutke, ainda não havia se manifestou sobre o pedido.

De Jhon Martins, redenoticiaes

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