Vereadores entram na polêmica sobre "moradores de rua" nas calçadas de Barra de São Francisco • SiteBarra

Vereadores entram na polêmica sobre “moradores de rua” nas calçadas de Barra de São Francisco

Na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (22), um assunto ganhou repercussão relacionado ao problema que o município vem enfrentando por longo tempo, os considerados “moradores de rua”. A informação é da assessoria da Câmara.

Rafael Malaquias, o Rafael da Saúde, foi quem solicitou uma ação imediata dos poderes públicos para solucionar o caso que se arrasta por longas décadas. O parlamentar disse que a situação está insustentável com estas pessoas, importunando os cidadãos que por ali passam, sendo os mesmos assediados por pessoas drogadas principalmente pelo álcool.

O vereador Sargento Farias reportou sobre a situação em que se encontra onde deverá ser construída a estação rodoviária, local este ocupado pelos considerados moradores de rua e que poderá vir a se tornar uma nova “cracolândia”.

Para Emerson Lima, que é o líder do Executivo na Câmara, o prefeito Enivaldo dos Anjos conhece o problema, sabe da situação e acompanha o caso, procurando uma solução, que poderá ser inclusive a de alugar uma residência, para vir a abrigar essas pessoas.

Jadeir Brum disse que o termo “cracolândia” é pesado e que tem a convicção de que algo será feito e as pessoas que vivem nesta situação humilhante e desesperadora, serão acolhidas pelos poderes constituídos.

Quando a praça Senador Atílio Vivácqua era ponto dos moradores de rua, à noite as coisas ficavam ainda piores, pois o local era invadido por todo tipo de pessoas, desde viciados em drogas, prostitutas que abordavam quem passava pelo local; vendedores de entorpecentes, batedores de carteiras, cachaceiros, pedintes e havia brigas dos moradores de rua.

Agora com a praça fechada por mais de um ano, devido as obras de reforma, a população sabe que os envolvidos, aguardam apenas a praça ser inaugurada no mês que vem, para retornarem a ocupar o local. Isso caso nenhuma providência seja tomada.

Sem esperança alcoólatras, drogados e mendigos passaram nos últimos anos, a conviver com a população. Denominada de sem moradia, ou até sem endereço fixo, essas pessoas vem se destacando no cenário cotidiano de uma cidade onde o principal problema, está no enfrentamento do alcoolismo.

Logo pela manhã, estas pessoas buscam por estabelecimentos que comercializam bebidas alcóolicas. Batizado de “Juninho”, em alusão ao pequeno frasco de refrigerantes, a indústria que produz aguardente ou a tradicional cachaça, envasa também nestas embalagens, uma pequena quantidade do produto, vendidas em balcões a preço acessíveis, algo em torno de R$3,00.

Não é difícil encontrar nas proximidades da rua da feira, vários desses cidadãos, mal trajados, sujos e buscando pelo álcool para consumir. Nas calçadas logo se alojam e ficam ali aglomerados, ingerindo a bebida e a mercê da sorte. Quem passa apenas lamenta que a situação esteja fugindo do controle e que não se encontre uma saída para tamanho problema social.

Nenhuma solução surgiu nos últimos dias. Inclusive, muito próximo da sede do Poder Executivo, vários elementos viciados, se alojavam na calçada do antigo estabelecimento conhecido como Biroskão. São homens e mulheres de várias faixas etárias, que disputam drogas, álcool e até alimentos.

Que a lei que protege o morador de rua?

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5740/16, que institui políticas nacionais para as populações em situação de rua ou de errância. Nenhum atendimento de saúde ou assistência social poderá ser negado por falta de comprovante de residência.