VERBO É UM TREM DIFICIL

2012-06-07 06.54.18

 

Um trem difícil de fazer é flexionar o verbo. Eu já vi pessoa falando que criou coragem e agora vai mandar o verbo. Isto quer dizer que o sujeito resolveu tomar atitude e agir. Faz sentido, pois verbos  são palavras que indicam ações, estados ou fenômenos, situando-os no tempo.

 

Eu não quero ser radical, mas a parte fácil do verbo é o radical, esta parte invariável e que normalmente se repete. Complicada é a terminação – a parte que é flexionada – e a vogal temática que caracteriza a conjugação.

 

Estudar é cansativo, escrever é difícil e desistir é o mais provável. São estas as três conjugações em língua portuguesa: verbos terminados em AR; verbos terminados em ER e verbos terminados em IR.

 

A tal da morfologia me deixa doido. Tem hora que o verbo é regular: quando se flexionam de acordo com o paradigma da conjugação. Outra hora é irregular e feio: quando não seguem o paradigma da conjugação.
Será que eu caibo nesta cadeira? Do jeito que eu estou tomo herbalife eu caibo sim. E quando o bicho é anômalo! Eu vou te falar uma coisa, para mim tanto faz você ir ou não ir. Ser ou não ser, eis a questão. E daí? Eu sou e pronto.

 

Agora uma coisa feia para fazer no meio das pessoas é usar o verbo defectivo.  Eu nunca aprovei os defectivos, pois me lembra do verbo defecar, que não é defectivo. Estes não são conjugados em todas as formas. falir, por exemplo, não possui a 1ª, 2ª e 3ª pessoa do presente do indicativo e presente do subjuntivo.

 

Os abundantes me lembram de nadegas. Eles possuem mais de uma forma de conjugação.

O verbo é igual político, flexiona-se em número para concordar com o sujeito que acompanham.

 

A fofoca do dia vai mostrar o verbo quanto à pessoa:
1ª pessoa – a que fala; 2ª pessoa – com quem se fala e a
3ª pessoa é a de quem se fala.

 

O verbo tem que se mexer quanto ao tempo para indicar o momento em que ocorrem os fatos: O presente é usado para fatos que ocorrem no momento em que se fala, para fatos que ocorrem no dia-a-dia, para fatos que costumam ocorrer com certa frequência. Ela escreve no facebook e eu  lavo as vasilhas dos os dias.

 

Usa-se o pretérito perfeito para indicar fatos passados, observados depois de concluídos. Ela escreveu no facebook sobre a vida alheia. Eu estudei a bíblia enquanto ela estava na web.

 

Usa-se o pretérito imperfeito para indicar fatos não concluídos no momento em que se fala como também para falar de fatos que ocorriam com frequência no passado. Ela falava da Valéria todos os dias e ainda escrevia um monte de coisa no mural da amiga.

 

Usa-se o pretérito mais-que-perfeito para indicar fatos passados ocorridos anteriormente a outros fatos passados. Já escrevera muitas fofocas quando começou na rede social.

 

Usa-se o futuro do presente para falar de fatos ainda não ocorridos, mas que ocorrerão depois que se fala. Ela gastará muito e será bem recebida nas lojas da cidade.

 

Usa-se o futuro do pretérito para indicar fatos futuros que dependem de outros fatos. Ela gastaria menos, se tivesse pensado mais no marido. Eu ficaria rico, se tivesse permanecido solteiro.

 

O modo verbal indica de que forma o fato pode se realizar:
Modo Indicativo para fato certo: Eu trabalho, Nós gastaremos.

Modo Subjuntivo para fato hipotético, desejo, dúvida: Se elas trabalhassem…

Modo Imperativo para ordem, pedido: Trabalhem com afinco… Sejam estudiosas…

Há ainda três formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação.
Voz ativa, quando o sujeito pratica a ação: A esposa chifrou o marido.
Voz passiva, quando o sujeito recebe a ação: O marido foi chifrado pela mulher.

Voz reflexiva, quando o sujeito pratica e recebe a ação: Conformou-se com tudo.

 

Texto: Creumir Guerra
Creumir Guerra é Promotor de Justiça no Estado do Espírito Santo

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