Venezuela alerta sobre planos de desestabilização na fronteira


O especialista militar venezuelano Fernando Rivero advertiu na terça-feira (20),  para o perigo de desestabilização na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, onde atuam grupos armados irregulares colombianos.   

Ele chamou a atenção para a criação de um posto avançado para gerar planos de desestabilização na Venezuela. “Quando observamos os exercícios militares permanentes realizados pelos Estados Unidos com países da região, (…) ousamos pensar que tudo isso é, sem dúvida, um esforço de guerra contra a Venezuela, disse o analista em declarações à Unión Radio.

Rivero assinalou que no estado de Apure, na fronteira da Venezuela com a  Colômbia, grupos armados estão operando muito rapidamente, aproveitando o fator surpresa e seu conhecimento do terreno, assim como sua influência sobre a população.

Essas gangues violentas procuram tomar o controle de uma porção de território que lhes permita se deslocar de lá para o centro da Venezuela, disse o especialista, que destacou as ações das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) em conter a ameaça.

Durante o mês passado, o Comando Estratégico Operacional da FANB (Ceofanb) reforçou a presença de tropas de ação rápida e recursos de combate no estado de Apure a fim de neutralizar os grupos irregulares vindos do país vizinho.

Desde 21 de março, o Ceofanb vem realizando operações defensivas no sul da região fronteiriça, com o resultado de que dezenas de paramilitares colombianos foram neutralizados e presos, e vários campos foram destruídos.

Nos atos comemorativos do aniversário da Milícia Bolivariana, o presidente Nicolás Maduro convocou a implantar em Apure a guerra de todo o povo em defesa da soberania, e reiterou a ordem de tolerância zero contra as quadrilhas armadas colombianas.

O Chefe de Estado denunciou em declarações recentes a escalada da agressão na fronteira colombiana-venezuelana, visando criar um cenário de confronto entre as duas nações sul-americanas.

Maduro assegurou que os serviços de inteligência e o exército colombiano articulam ações com alguns desses grupos irregulares e lhes atribuem missões para executar em território venezuelano, em coordenação com o Comando Sul dos Estados Unidos, informa a Prensa Latina.

(Foto: Carlos Eduardo Ramirez/Reuters)

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