Veneciana participou da avaliação de segurança do princípio ativo da vacina de Oxford

» Zaira Hoffmam é pesquisadora em Propriedade Industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)

Pesquisadora e doutora faz parte do Conselho Técnico Nacional de Biossegurança (CTNBio), que aprovou a segurança da vacina contra a Covid-19 no Brasil


Doutora em Biologia Funcional e Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pesquisadora em Propriedade Industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e representante do Ministério da Economia na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a veneciana e pesquisadora Zaira Bruna Hoffmam, 33 anos, participou da avaliação de segurança do princípio ativo da vacina de Oxford. A reportagem é de Cintia Zaché, do jornal redenoticiaes.

A pesquisadora coordenou a reunião das Subcomissões Setorial Vegetal e Ambiental da CTNBio, que avaliou a segurança do princípio ativo da vacina e deu parecer favorável ao seu uso, de acordo com as disposições da Lei de Biossegurança.

Após reunião extraordinária, a decisão foi anunciada pelo ministro Marcos Pontes e pelo presidente da CTNBio, Paulo Barroso, em entrevista coletiva em Brasília, onde a Zaira e outros integrantes do Conselho Técnico Nacional de Biossegurança (CTNBio) também participaram.

A pesquisadora e doutora Zaira Bruna Hoffmam é responsável por avaliar quando empresa de qualquer país quer ganhar patente para exploração exclusiva de algum composto no Brasil

A aprovação da CTNBio é necessária, além da liberação pela Anvisa, se a vacina ou qualquer outro medicamento forem constituídos por organismos geneticamente modificado (OGMs).

O imunizante desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é constituído por organismo geneticamente modificado, por isso, de acordo com a Lei de Biossegurança, deve ser submetido à análise do conselho no Brasil. “Foi avaliado o risco para saúde humana, todas essas Fake News não têm fundamento. Está assegurado de que o imunizante não irá causar mal ao seu corpo, não vai modificar seu genoma. São estudos fundamentados”, diz.

» Decisão foi anunciada pelo ministro Marcos Pontes e pelo presidente da CTNBio, Paulo Barroso, em entrevista coletiva em Brasília, onde a Zaira e outros integrantes do CTNBio também participaram

Nova Venécia

Zaira é filha de Natanael Hoffmam e Ervina Romolon Hoffmam (In Memória), irmã de Zenia, Enio, Zione, Elpídio e Zogaide.

Em Nova Venécia, a pesquisadora, que morava no bairro Rúbia, estudou na EMEF Stanislaw Zucoloto, na EMEF Tito dos Santos Neves e na EEEM Dom Daniel Comboni. “Eu tenho gratidão pelos meus professores daí, foram eles que viram meu potencial e sempre me incentivaram. Na época em que estudei no Tito, ganhei um concurso de Redação que teve na cidade, realizado pelo Lions Club. Era a Maristela Salvador, minha professora. Lembro também da Lúcia, Hosana, Creuza, Ana Elvira, Vânia, do Zélio, no Estadual (Dom Daniel Comboni). Até hoje eu recordo e nunca vou esquecer, da forma de estudo das conjugações dos verbos. Só tenho gratidão aos meus professores. Vim de uma família humilde, onde não haviam feito faculdade. Foram esses professores que estiveram comigo na base de tudo, que me incentivaram”, conta.

Zaira afirma que apesar dos pais não terem estudo, sempre o apoiaram, e que no último ano do Ensino Médio, ganhou uma bolsa de estudos no Darwim, em Vitória, e que, quem pagava o restante dos estudos dela, era a irmã, a Zogaide. “Enfim, ninguém faz nada sozinho e minha família e meus professores sempre foram decisivos para que eu tivesse vontade de formar na escola e continuar estudando. Minha mãe tinha muito orgulho em dizer que os filhos dela sempre tiravam notas boas na escola, era uma pessoa sabia, sem ter estudado, mas tinha uma mentalidade a frente. Quando fiz faculdade, ganhei a medalha de melhor aluna, imagine a alegria dela!”.
A veneciana lembra com muito orgulho que acompanhava o pai no trabalho dele. Era ela quem entregava as notas das compras, nos momentos da entrega de mercadorias. No comércio de gás do pai, Zaira também fazia o mesmo papel, e tudo começou com 11 anos. “O pessoal mais antigo do comércio deve lembrar-se de mim, sempre estava junto com meu pai”, conta.

Morando hoje no Rio de Janeiro, Zaira afirma que é sempre bom vir a Nova Venécia. “Quando avisto a Pedra do Elefante, já sei que cheguei em casa. Sinto saudades, gratidão por Nova Venécia”, finaliza.

» Carteirinha da época em que Zaira estudada na EMEF Stanislaw Zucoloto
» Na formatura na Faculdade Federal de Viçosa, Zaira Hoffmam, os pais e irmãs

 

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