Veneciana leva dança mundo afora

Tarciana Bonomo Boldrini Quantz mora fora do Brasil há 28 anos e ganhou o mundo através de seu talento no palco


Casada, dois filhos, morando em San Diego, na Califórnia, a veneciana Tarciana Bonomo Boldrini Quantz está há 28 anos residindo mundo a fora. “Morar na Califórnia é caro, mas você paga pela beleza e o clima maravilhoso que temos. Pra mim compensou e compensa muito ter saído do Brasil. Eu jamais poderia ter o que eu tenho hoje, se eu estivesse em meu País”, diz.

Dançarina do ventre e de danças folclóricas do Oriente Médio, Tarciana também leva a dança brasileira por onde trabalha, atividade que iniciou desde que mudou do Brasil. “Um cantor brasileiro estava fazendo uma seleção em Vitória, para contratar dançarinas para seu grupo, que fazia shows na Ilha de Guadalupe, no Caribe. Passei no teste e assinei o contrato. Fiquei três anos com o grupo”, fala a veneciana que ainda recorda. “Naquela época era o “must” o local, as celebridades de Hollywood frequentavam os lugares por lá”.

Confiante em seu potencial, Tarciana contou com uma oferta para dançar no Japão, que segunda ela, foi imperdível. E lá foi a veneciana para outro continente! “Estar no palco é a realização de um sonho. No Brasil, infelizmente, essa arte não é bem remunerada, nem bem vista. Como sempre tive vontade de explorar o mundo, as adaptações sempre foram tranquilas para mim, pois em todas as vezes que mudei, já cheguei com contrato assinado”, fala.

Tendo atualmente o próprio estúdio de dança, Tarciana emprega também outras dançarinas, e o grupo faz apresentações em restaurantes, clubes, festas particulares, aniversários, casamentos e eventos em outros Países, como o Egito. “Trabalho com horário fixo, cada show dura em média 30 minutos, então dá para fazer três shows em uma noite”, conta.

Sobre vir para o Brasil, a veneciana relata que visita os familiares e amigos a cada dois anos, e que neste ano, não foi possível devido a pandemia da Covid-19. “Nunca havia imaginado em morar nos Estados Unidos. Mudei para cá porque meu marido é americano e foi transferido, morávamos no Japão”, relata.

Para Tarciana é muito bom morar nos Estados Unidos e passar pelos lugares por onde viveu, mas ela faz um alerta. “Quem vem sem um emprego, contrato ou ilegal, venha preparado, porque é complicado, vai ”ralar”, muito”, esclarece.

Dominando o Inglês, a dançarina também aprendeu o Francês, quando trabalhou em uma ilha francesa, e um pouco da língua japonesa.

Filha da dona Ignez Bonomo e Wandyr Boldrini (in memória), voltar para o Brasil não está em seus planos e de acordo com a veneciana, isso só acontecerá, caso os filhos, Tiago, 20 anos, e Aneci, 18, queiram. “Aqui as pessoas respeitam seu espaço, e tudo é muito organizado. É simplesmente incrível como tudo é simplificado. A parte que não gosto muito é que existem muitas restrições, principalmente na Califórnia. Com isso, muitas coisas perdem a naturalidade, como por exemplo: não pode tomar uma cervejinha com peixe frito servido pelo quiosque, na cadeira da praia. Mas enfim, a gente não pode ter tudo”, brinca.

Para finalizar, quando vem ao Brasil, Tarciana relata que aproveita bastante o tempo. “Passeio com a minha família, geralmente vamos a Guriri e Itaúnas. E gosto de comer, mas comer muito as comidinhas daí, sinto saudades dos pratos brasileiros”, finaliza.

Fonte: Cintia Zaché / redenoticiaes

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