Um de cada três países da América Latina e Caribe está em situação de vulnerabilidade financeira


O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertou na última quinta-feira (1), que uma em cada três nações da região está em situação de “vulnerabilidade financeira”, segundo um indicador construído com base nos níveis de endividamento, liquidez e solvência.

“Dos 40 países que compõem a América Latina e o Caribe, 14 estão vulneráveis, segundo a análise pormenorizada dos técnicos da maior agência de desenvolvimento do mundo. E cinco deles estão englobados na categoria de maior risco, com as finanças públicas em situação de ‘vulnerabilidade severa’: Venezuela, Argentina, Equador, Belize e Granada, destaca Ignacio Fariza no El País

Na América Latina e do Caribe, os países que podem se beneficiar de esquemas de alívio desenhados pela comunidade internacional são cinco, todos eles centro-americanos ou caribenhos ―Nicarágua, San Vicente e Granadinas, Honduras, Dominica e Haiti―, enquanto que os nove restantes, entre eles os de maior tamanho do grupo, não têm acesso aos mecanismos criados pela comunidade internacional para aliviar sua situação ―Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Costa Rica, El Salvador, Jamaica, Belize e Granada.

“As iniciativas adotadas até agora [para socorrer os países com problemas] são importantes. Mas, dado o tamanho do desafio, não são suficientes: é preciso fazer mais, é preciso ter mais ambição. São medidas que devem ser promovidas de maneira urgente e coletiva”, salientou o administrador do PNUD, Achim Steiner, em um encontro com meios de comunicação. “O risco não é tanto uma cascata de moratórias, que também existe, mas sim que a falta de margem fiscal nestes países impeça a recuperação deles depois da crise”. No seu entendimento, um descolamento entre as economias avançadas e aquelas em vias de desenvolvimento é, a esta altura, algo mais que um risco: as primeiras “vão no caminho de uma recuperação em V”, enquanto as outras estão imersas em “um revés histórico para seus níveis de desenvolvimento”.

Segundo os cálculos do organismo com sede em Nova York, o serviço da dívida dos países em apuros somará 1,1 trilhão de dólares neste ano, uma cifra que seria suficiente para vacinar até dois bilhões de pessoas no mundo emergente sob a iniciativa Covax.

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Vulnerabilidade financeira se mescla com pobreza na América Latina

Vulnerabilidade financeira se mescla com pobreza na América Latina (Foto: Cepal)

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