Ufes manifesta ‘preocupação’ com determinação para que aulas presenciais sejam retomadas

Portaria do MEC, publicada nesta quarta-feira (2), revogou a permissão para que as atividades on-line contem como dias letivos, o que é autorizado até dezembro de 2020.

Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória — Foto: Luciney Araújo/ TV Gazeta

Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória — Foto: Luciney Araújo/ TV Gazeta

A Administração Central da Ufes manifestou “preocupação” em relação à determinação do Ministério da Educação (MEC) para que as aulas presenciais nas universidades e institutos federais de ensino sejam retomadas a partir de 4 de janeiro de 2021.

A portaria foi publicada nesta quarta-feira (2), no “Diário Oficial da União”. O texto traz que as universidades e institutos federais têm autonomia para fazerem seus próprios calendários e reorganizarem seus currículos, mas não têm mais autorização para que as aulas on-line sejam equivalentes às presenciais e contem como dias letivos, o que é autorizado até dezembro de 2020.

Em nota publicada nesta manhã, a Ufes disse que a decisão foi anunciada “num momento em que as taxas de transmissão do novo coronavírus voltam a crescer, tornando nebuloso o cenário futuro”.

Apesar disso, a universidade disse que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) está trabalhando na regulamentação da oferta das disciplinas para o próximo semestre letivo, que terá início no dia 1º de fevereiro 2021, com a previsão de adoção dos formatos de ensino presencial e remoto.

Entretanto, ressaltou que essa decisão deve ficar submetida a uma série de fatores, em especial, às diretrizes de biossegurança emanadas pelas autoridades de saúde.

A universidade ainda destacou que a disponibilidade orçamentária da instituição para que todas as medidas necessária para uma retomada segura do ensino presencial aconteça deve ser levada em conta.

“A execução integral do que é previsto na portaria do MEC ainda demanda clareza sobre as reais condições que as universidades públicas terão para tal, especialmente quanto à liberação de recursos para garantir a implantação de infraestrutura física e de biossegurança nos espaços presenciais”, diz a nota da universidade.

Leia mais

Leia também