Tropas dos EUA retiradas do Afeganistão podem permanecer na região, inclusive contra Rússia e China


Sputnik Algumas das forças norte-americanas que estão deixando o Afeganistão poderão permanecer na região para operações de combate ao terrorismo e até como “instrumento” contra a Rússia e a China, revelou na terça-feira (20) Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA.

“À medida que nossas forças saem e estamos prontos para reposicionar, temos que olhar para o que definimos como as ameaças em curso para o Departamento [de Defesa], e eu acho que olhamos para a China, olhamos para a Rússia, e temos que olhar para essas áreas”, disse ele ao Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes norte-americana.

Após ser questionado sobre como serão realocados os milhares de militares dos EUA e os bilhões de dólares necessários para isso, ele respondeu que algumas das forças poderiam fazer parte de missões no espaço aéreo do Afeganistão, e que o planejamento mais detalhado seria submetido em maio a Lloyd Austin, secretário de Defesa.

McKenzie sugeriu que seria necessário “apoio forte de inteligência” para operações de contraterrorismo no Afeganistão, embora não seja impossível realizá-las sem ele.

Os militares americanos ainda vão decidir como atingir alvos terroristas na área, seja com fogo de precisão de longo alcance, ataques tripulados ou outras aeronaves.

“Em geral, acho que será um instrumento significativo para o Departamento [de Defesa] se for aplicado contra os desafios mais significativos que enfrentamos hoje”.

Em fevereiro de 2020, a administração de Donald Trump, concluiu um acordo com o Talibã que estipulava a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão até final de abril de 2021.

O novo presidente Joe Biden afirmou na última quarta-feira (14) a mesma intenção, mas adiou a retirada para um período entre 1º de maio e 11 de setembro de 2021, data do 20º aniversário do ataque terrorista de 2001 contra as Torres Gêmeas nos EUA, o maior na história do país, que levou a vida de quase 3.000 pessoas.

(Foto: Paulo Emílio)

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