Travessias com balsa do Passarão voltam a patamares normais

A situação que envolve a redução dos níveis na calha do Rio Branco ainda pode perdurar por mais alguns meses, caso sejam mantidas as previsões de baixos índices de chuva para esta região. No entanto, o problema que comprometia o serviço de transporte de veículos e de pessoas pela balsa do Passarão deixou de existir. 

Segundo o diretor responsável pela balsa, Diego Barberena, as travessias pela embarcação via Rio Uraricoera, na zona rural de Boa Vista, voltou a patamares considerados dentro da normalidade. “Nós fazemos aproximadamente 3.670 travessias e transportamos cerca de 40 a 50 mil pessoas por ano. Tivemos alguma dificuldade relacionada a encalhamento logo no início da estação da seca, porque o nível do rio baixou muito rápido. Mas, arrumamos o porto do lado das reservas indígenas, e estamos cuidando do manejo da balsa para que não ocorra esse tipo de problema.”

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Barberena explica que, no final de setembro foram estabelecidos nove horários diários de travesse da balsa. “6h30, 8h, 9h30, 11h30, 13h, 14h30, 16h, 17h30 e às 19h”. Com isso, aumentou o número de atendimento da balsa do Passarão. Até então, a embarcação transportava entre 1.200 e 1.500 veículos por semana, atendendo cerca de quatro mil pessoas. Agora, transporta, em média, dois mil veículos por semana, ampliando o atendimento para cerca de seis mil pessoas.

Período de seca

De acordo com dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), a precipitação observada dos últimos dias em Roraima, mostra que o acumulado de chuva no sul do Estado foi abaixo de 50mm.

Segundo o analista ambiental e meteorologista, Ramón Alves, o período seco nesta área deve seguir até março de 2021. Sendo assim, ele avalia que o nível do rio continue caindo ao longo dos próximos dias. “Nesse período, o acumulado de precipitações mensais, às vezes, é abaixo de 100mm.”

E ainda complementa: “a tendência é de que o nível dos rios realmente baixe, por estarmos dentro do período seco. Só em abril, quando começam as primeiras chuvas do período chuvoso, é que os rios tendem a aumentar novamente”, explica o analista.

Dados da Agência Nacional de Águas e da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil, revelam que o nível do rio Branco, que chegou a 6,96m no final do mês de junho, estavam no início deste mês, com 1,23m. Quando, por algum problema técnico, a balsa não está funcionando, um percurso alternativo é feito pelo município de Normandia. No entanto, o trajeto passa a ter um aumento de aproximadamente 100 quilômetros.

Transporte fluvial no Brasil

As características geográficas do Brasil incluem o País entre os mais favoráveis para adotar o modo hidroviário, já que contam com uma rede fluvial e lacustre com 63 mil km de extensão. Desse total, de acordo com a ANTAQ, quase 27 mil km de rios navegáveis e 15 mil km de vias potencialmente navegáveis.  

Além disso, de acordo com informações de um estudo da FGV Transportes, “a Confederação Nacional do Transporte (CNT) levantou que o Brasil utiliza somente 19 mil km de seus rios para o transporte comercial de cargas e passageiros, extensão que corresponde a cerca de 30% de toda sua rede fluvial.

Sobre o transporte de passageiros a estimativa da CNT é de que foram transportados aproximadamente 9,8 milhões de pessoas pelos rios do Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia. Na área que abrange a região Amazônica o transporte fluvial de passageiros é essencial para o deslocamento da população e o abastecimento das comunidades ribeirinhas. Em determinadas localidades, os rios são praticamente o único canal de transporte.

Foto: Arquivo/SECOM

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