Torta capixaba mais ‘salgada’: com oferta menor, preço do palmito dobra em um ano no ES

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A torta capixaba, um dos pratos mais saboreados no Espírito Santo durante a Semana Santa, deve ficar mais “salgada” este ano. Segundo comerciantes, a oferta do palmito, um dos principais ingredientes da torta, diminuiu bastante. Como consequência, o preço do item praticamente dobrou em relação ao ano passado.

Em 2021, o preço médio do palmito in natura, vendido em alguns pontos da Grande Vitória, era de cerca de R$ 35, o pequeno, e R$ 60 o grande. Neste ano, a variação média está entre R$ 60 (pequeno) e R$ 90 (grande).

Em um dos pontos de venda, em Vila Velha, o aposentado Geci Caetano encontrou um palmito grande, de cerca de 5 quilos, por R$ 80. Ele conta que ainda pechinchou com o vendedor para chegar a esse preço.

“No ano passado nós pagamos R$ 40 e hoje vou pagar R$ 80. O preço dobrou”, contou o aposentado.

De acordo com vendedores, neste ano há menos palmito no mercado. Um ponto de venda em Vila Velha costumava ofertar 10 mil unidades de palmito in natura nesta época do ano.

No entanto, agora o estoque não chega a 3 mil unidades. Quem deixar para a última hora, pensando em pechinchar, pode ficar sem o produto.

“Normalmente, tinha uns 10 mil palmitos, mas neste ano não tem 10 mil mais. O cliente não pode deixar para a última hora”, disse um vendedor.

Em outro ponto de vendas, no Centro de Vitória, onde sempre eram comercializadas cerca de 20 mil unidades, este ano estão sendo vendidas apenas 4 mil peças.

“O coco encareceu e ninguém mais quer vender. O fazendeiro prefere vender o coco. Esse é o motivo que veio menos palmito. Quem chegar primeiro leva”, afirmou o vendedor Manoel Pereira Sobrinho.

Apesar da oferta menor e do preço maior, adquirir o palmito na rua ainda está mais em conta do que em feiras e supermercados. A dona de casa Loia Ramos conta que comprou cerca de 8 quilos de palmito em uma feira e pagou nada menos do que R$ 300, o triplo do ano passado.

“No ano passado eu paguei R$ 100. Nossa Páscoa aqui é gratificante. É uma passagem de tradição que a gente não deixa mesmo sem essas iguarias. Se não der para fazer dez tabuleiros, faz 5. Vai dar para todo mundo”, contou.

Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV. 

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