Suspeito de aplicar golpe em vendas de armas pela internet é preso no Espírito Santo

Um homem de 26 anos que, segundo a Polícia Civil, vendia armas de fogo pela internet e não entregava as mercadorias, foi preso no Espírito Santo. A esposa dele, de 24 anos, também foi presa por envolvimento no esquema.

De acordo com a polícia, o casal vivia uma vida de luxo. Com o golpista, a polícia encontrou uma arma falsa.

Três carros, avaliados em mais de R$ 400 mil, foram apreendidos com o casal.

“Constatamos que ele e sua esposa tiveram uma evolução patrimonial considerável em menos de um ano. Encontramos fotos, comprovantes de viagens para o exterior, jet skis, aquisição de unidades de luxo em Pedra Azul, veículos de luxo”, apontou o delegado responsável pelo caso, Christian Vaichert.

A prisão aconteceu no dia 11 de dezembro. No perfil nas redes sociais, o golpista anunciava armas a preço de custo. Usava vídeos de outras pessoas para divulgar o armamento. Inclusive vídeos de gente supostamente recebendo armas que ele teria vendido.

Para passar credibilidade, o golpista chegou a abrir duas empresas, com CNPJ e pagando os impostos. Mas tudo foi feito em nome de outras pessoas, de fora do estado, que nem sabiam sobre o esquema.

Além disso, segundo a polícia, ele falsificou o registro do Exército, que autoriza a venda de armas. De De acordo com as investigações, o homem também criou perfis falsos na rede social para fazer comentários e elogios no perfil do golpe. Tudo isso para convencer as vítimas de que era uma negociação segura.

“A pessoa fazia a reserva da arma, ele pedia toda a documentação. Enquanto a pessoa encaminhava a papelada, ele pedia uma entrada. A partir do momento em que a pessoa pagava a entrada dessa arma, mais ou menos 50% do valor, ele parava de atender. E aí sumia. Ele já mudou de perfil no Instagram umas quatro vezes, sempre era ‘armas militares’, mas botava ‘armas.militares’, ‘armasmilitares’, sempre fazia uma pequena alteração para não perder o logo da empresa dele”, explicou o delegado.

Uma fabricante de armas foi quem denunciou o golpista, porque estava recebendo muitas reclamações. Até agora, a polícia identificou oito vítimas em todo o Brasil, mas o número pode ser muito maior, porque as pessoas têm medo de denunciar.

“Por que estão achando que isso envolve um grupo criminoso, que provavelmente vai ter uma represália, uma vingança. Mas não é, é um simples golpista que utilizou de uma plataforma muito boa para poder fundamentar e causar uma realidade. Quem olha, não acredita que foi apenas uma pessoa que fez tudo isso”, disse o delegado.

Como o casal sempre registrava endereços inexistentes, a polícia precisou da ajuda da Guarda Municipal de Vitória para localizar os carros e fazer as prisões.

“Há poucos momentos em que a placa foi inserida no Cerco Inteligente de Segurança, ele foi acionado. Um deles, nós abordamos nas imediações de Maruípe, e outro conseguimos abordar na subida da Terceira Ponte”, detalhou o coordenador de operações da Guarda Municipal, Barcelos.

O homem foi autuado por estelionato, falsidade ideológica e falsa identidade. A esposa dele foi indiciada por estelionato e falsidade ideológica porque, de acordo com a polícia, todos os carros estavam no nome dela e ela dava endereços falsos.

“Eles não queriam ser encontrados. Inclusive, encontramos passaporte retirado recentemente, o que dá entender que eles queriam fugir do país”, afirmou o delegado.

O casal tem um filho de três anos e um bebê de três meses. Por causa do bebê, a mulher vai cumprir prisão domiciliar.

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