Sesa alerta para aumento do número de crianças com sobrepeso e obesidade no Estado

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Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde (Sesa) aponta que os indicadores de obesidade infantil vêm apresentando crescimento no Espírito Santo. Conforme dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional da Sesa, entre as 60.384 crianças avaliadas em 2021 pela Rede de Atenção Primária de Saúde (RAS), 3.904 apresentaram problemas com a obesidade.

Nesta sexta-feira (3), data em que é lembrado o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, a Secretaria da Saúde faz um alerta para a importância de os responsáveis pelas crianças e adolescentes manterem os cuidados na rotina de alimentação.

A referência técnica e nutricionista do Núcleo Especial de Atenção Primária, Raiany Jalles, informou que a prevalência da obesidade tem aumentado de maneira epidêmica entre crianças e adolescentes, nas últimas quatro décadas, e, atualmente, representa um problema de saúde pública no mundo.

“É fundamental que os pais e cuidadores acompanhem regularmente nos serviços de saúde o desenvolvimento infantil de seus filhos. Além disso, é importante que criem um ambiente que seja favorável à alimentação saudável, à redução do comportamento sedentário e às boas práticas de sono, e, claro, sem exigir alterações no peso da criança e/ou adolescente. É importante se conscientizar de que a obesidade infantil pode causar problemas de saúde graves e emocionais, que são capazes de permanecer ao longo da vida deste indivíduo”, ressaltou Raiany Jalles.

Riscos

A obesidade entre crianças e adolescentes pode ser resultado de diversos fatores, como genéticos individuais, ou comportamentais, ambientais, familiar, comunitário, escolar, social e políticos. Nesses casos, o fator ambiental, que é o principal causador da prevalência da obesidade na população, se refere aos locais em que há um promotor ou facilitador de escolhas alimentares não saudáveis e de comportamentos sedentários.

Além disso, existem os fatores da ausência ou curta duração do aleitamento materno e também o consumo excessivo de alimentos ultra processados densamente calóricos, ricos em gorduras, açúcares e sódio, além da inatividade física, aumento do comportamento sedentário e sono inadequado.

Crianças e adolescentes com obesidade podem apresentar:

– Dificuldades respiratórias;

– Aumento do risco de fraturas e outros agravos osteoarticulares;

– Hipertensão arterial sistêmica;

– Marcadores precoces de doenças cardiovasculares;

– Resistência à insulina;

– Câncer;

– Efeitos psicológicos, como baixa autoestima, isolamento social e transtornos alimentares, entre outros.

 

Além dessas consequências na obesidade infantil, ao longo da vida, o indivíduo pode apresentar:

– Transtorno do déficit de atenção;

– Isolamento social;

– Bullying;

– Baixa autoestima;

– Autoimagem negativa;

– Transtornos alimentares.

 

Dicas para os cuidadores

Realizar o acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde para observar o desenvolvimento infantil, por meio das curvas na caderneta da criança, é uma das atitudes para manter os cuidados na saúde da criança ou do adolescente. Outros pontos importantes são a realização de padrões comportamentais, como bons hábitos alimentares, atividade física e de sono, por meio dos próprios comportamentos. Isto é, uma modelagem social é fundamental.

Também é importante que os cuidadores compreendam que as práticas parentais, como as de controlar a disponibilidade e a acessibilidade a alimentos dentro do domicílio (especialmente na restrição da disponibilidade de alimentos ultra processados); monitorar o tempos de tela (televisão, celular, videogames e computador/tablet) das crianças e adolescentes; dar apoio à realização de atividades físicas extracurriculares e brincadeiras ao ar livre pela criança, entre outros, ajudam na efetividade de uma modelagem comportamental entre crianças e adolescentes.

Os hábitos são formados na infância, que é quando ocorre o desenvolvimento da obesidade neste período e a chance de o indivíduo se tornar obeso na vida adulta é de 75%. Nesse sentido, prevenir a obesidade infantil visa a uma melhor qualidade de vida da criança na infância e para a vida adulta.

 

Dados

No Espírito Santo, ainda segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional da Sesa, 6,47% crianças avaliadas pela Rede de Atenção Primária à Saúde, em 2021, apresentaram obesidade. Com a soma dos indicadores de obesidade infantil e entre adolescentes no Estado, no mesmo ano de 2021, o total sobe para 14,83% das 60.834 avaliações, o equivalente a 8.959 crianças.

 

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