Seis pessoas são presas por morte cruel de homem no ES

Seis homens foram presos acusados da morte de um jovem de 26 anos no bairro Novo Horizonte, na Serra, na Grande Vitória, no dia 2 de março deste ano. Eles são réus pelo crime na Justiça.

As investigações da Polícia Civil apontam que Hebert Viera Guedes foi morto de maneira cruel pelo grupo. Ele foi perseguido, arrastado pelas ruas do bairro, baleado e torturado com chutes, socos e facadas.

Uma mulher que estava parada em um ponto de ônibus também acabou sendo atingida por um tiro, mas sobreviveu.

Alexandre Paulo da Conceição, de 27 anos; João Ribeiro dos Santos Júnior, de 29; Diego Santos de Souza, de 19; Matheus de Jesus Pereira dos Santos, de 19, Isnaide Firme do Amaral, de 25; e Antônio Alef Azeredo dos Santos, de 18, foram presos no decorrer de uma investigação da Divisão Especializada de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, que aconteceu ao longo dos últimos quatro meses.

Além deles, um adolescente não identificado participou do crime. Os resultados foram apresentados em coletiva de imprensa nesta terça-feira (13).

De acordo com o delegado titular da DHPP da Serra, Rodrigo Sandi Mori, Hebert, vítima do assassinato, atuava junto com o grupo no tráfico de drogas de Novo Horizonte. O jovem, inclusive, já possuía um mandado de prisão em aberto por um homicídio cometido na Bahia e foi o responsável por matar um outro homem, em Novo Horizonte, 11 dias antes de morrer.

Foi justamente esse assassinato que motivou a revolta dos antigos comparsas contra Hebert, provocando sua própria morte.

Para cometer o crime, em 21 de fevereiro, Hebert contou com a ajuda de um adolescente e prometeu dar a ele uma arma como recompensa. No entanto, a arma nunca foi entregue e a situação gerou desavenças entre os traficantes. Hebert, então, passou a ameaçar os rivais, que decidiram matá-lo.

Crueldade

Um dos criminosos responsáveis por arquitetar a morte de Hebert foi Alexandre Paulo, que era o chefe do tráfico na região conhecida como “Casinhas”, em Novo Horizonte.

Segundo Sandi Mori, a mando dele, o comparsa Matheus atraiu Hebert para o local do crime com o pretexto de que eles iriam conversar.

No entanto, ao chegar ao local, Hebert foi alvejado primeiramente por tiros disparados por Diego. Mesmo ferido, ele correu pelas ruas do bairro, enquanto era perseguido pelos membros do grupo, que o cercaram.

Atingido por mais um tiro, Hebert caiu. De acordo com o delegado, nesse momento, ele foi desarmado, agredido e arrastado pelos criminosos até um terreno baldio, onde foi esfaqueado por cerca de 37 facadas.

O delegado Sandi Mori aponta que a vítima morreu após ser ferida por um total de 37 golpes de faca. Além da crueldade, o delegado enfatiza também o risco que a ação criminosa representou para os demais moradores do bairro.

“A atitude desses indivíduos foi tão inconsequente e desastrosa que um dos disparos efetuados por Diego quando perseguia a vítima pelas ruas acabou acertando uma mulher no tórax, que se encontrava no ponto de ônibus. Por incrível que pareça, essa mulher é tia de três dos envolvidos: do Alexandre, do Matheus e do adolescente. O único arrependimento que eles demonstraram é por terem acertado a tia”, contou o delegado.

Sandi Mori ressalta que, juntos, os homens presos formam uma das gangues mais violentas que atuavam na Serra. “Por consequência, a prisão deles traz paz social àquela comunidade”, disse.

Todos os homens foram autuados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de corrupção de menores. Diego também responderá por tentativa de homicídio contra a mulher atingida no tórax. Um pedido de internação do adolescente que participou do crime foi feito à Justiça.

Informações: G1


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