Segunda edição do Prêmio Escola que Colabora contempla mais duas escolas de Barra de São Francisco

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Secretária de Educação, Delma Ker, com Ana Colombeki e equipes das escolas contempladas

A segunda edição do Prêmio Escola que Colabora, criado no ano passado, no âmbito do Pacto pela Aprendizagem no Espírito Santo (Paes), contemplou mais duas escolas de Barra de São Francisco este ano.

As escolas municipais Luciene Matos Ferreira e Sebastião Albano, conquistaram a 37ª e a 50ª posição, respectivamente, e já estão recebendo a primeira parcela (75%) do prêmio de R$ 70 mil.

No ano passado, o município teve uma escola – Otto Saar, no córrego do Itá – entre as 50 primeiras e outra, Neuza Fernandes da Silva, no bairro Colina, foi contemplada com auxílio de R$ 50 mil por meio de ações colaborativas técnico – pedagógica entre as escolas com maior IRE.

Para a coordenadora do Paes e do Escola que Colabora no município, pedagoga Ana Lúcia Colombeki, o resultado deste ano aponta uma evolução em duas escolas de periferia – Vila Luciene e Vila Vicente – que conseguiram inovar durante a pandemia e fazer com que os alunos obtivessem bons resultados nas provas do Paebes em 2021.

“Os recursos (do prêmio) são importantes, mas é preciso destacar que o diálogo, a gestão e a participação dos pais, o envolvimento das famílias, são ainda mais importantes para que bons resultados sejam alcançados.”

Para a diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luciene Ferreira Matos, na Vila Luciene, Jaqueline Rodrigues de Souza Possati, a conquista foi uma ‘agradável surpresa’ que contemplou o esforço geral dos educadores, pedagogos e demais profissionais da escola.

“Nós trabalhamos muito, mas não esperávamos um resultado tão bom, porque tivemos apenas três meses de aulas presenciais nos últimos dois anos, devido à pandemia. Mesmo assim, conseguimos manter nossos alunos e alunas estudando, com foco na Língua Portuguesa e Matemática, mas aplicando conceitos das duas matérias em todas as outras disciplinas”, relata.

No dia das provas externas do Paebes, Jaqueline conta que foi feito um esforço extra dos educadores para que nenhum aluno faltasse, ajudando a escola a obter uma nota melhor.

“Na última prova, por causa da chuva, nós fomos de carro, de moto, em busca de alunos que moram mais distante, que precisavam ser trazidos para o exame, tivemos muito diálogo com os pais e com os estudantes, para mostrar a importância da evolução deles e colocamos os pedagogos para identificar os eles tinham mais deficiência”, comenta a diretora.

Sebastião Albano

A diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sebastião Albano, Luzinete Freitas Cândido Kaiser, também demonstrou surpresa com o resultado obtido.

“Ficar entre as 50 melhores escolas do Estado não é fácil, competimos com escolas de todo o Estado, de todos os tamanhos e estamos felizes com a resultado, que é fruto de muito trabalho, de reuniões com os pais dos alunos, de uso de tecnologia, como o celular, busca de atividades diferenciadas”, salienta Luzinete.

A diretora destaca ainda o apoio do Conselho Tutelar, na busca por alunos com problemas em casa e a triagem de alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, para reforço.

“Fizemos muito uso de jogos pedagógicos, videoaulas, sala de reforço e, apesar da pandemia, conseguimos dar aos nossos alunos as condições para tirarem boas notas”, destaca.

Intercâmbio com Linhares

A próxima fase das escolas municipais no Programa Escola que Colabora será o intercâmbio com duas escolas do município de Linhares, que não tiveram bons resultados nas provas do Paebes.

A Escola Sebastião Albano terá intercâmbio com a Escola Municipal Baixo Quartel e a Luciene Matos Ferreira trocará experiências com a Escola Municipal Auto Guimarães e Souza, do bairro Shell.

De acordo com a coordenadora do programa em Barra de São Francisco, Ana Lúcia Colombeki, já estão sendo agendadas visitas às escolas de Linhares e também visita dos profissionais dessas escolas a Barra de São Francisco.

“Nós vamos apoiar essas duas escolas de Linhares, mostrando as nossas ações exitosas e também pretendemos aprender com elas. Essa etapa faz parte do programa, já que, para receber a segunda parcela, precisamos evoluir e ajudar na evolução de outras escolas do Estado”, explica Ana Lúcia.

Sobre o Escola que Colabora

O objetivo é a melhoria da aprendizagem e dos indicadores educacionais com foco na alfabetização na idade certa. O prêmio é destinado a contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica da Rede Pública de Ensino dos municípios signatários do Paes e da Rede Estadual, promovendo ações de cooperação técnico-pedagógica entre escolas com altos indicadores educacionais e escolas com baixos indicadores.

As escolas premiadas recebem prêmio, em dinheiro, mediante depósito em conta específica do Conselho de Escola da unidade escolar, no montante de R$ 70 mil, dividido em duas parcelas, sendo a primeira correspondente a 75%, e a segunda, correspondente a 25% do valor total.

O Prêmio Escola que Colabora busca valorizar a gestão educacional com foco na aprendizagem do aluno; melhorar os indicadores educacionais (no Ensino Fundamental), que envolvem o domínio de competências em leitura, escrita e matemática; promover uma política de incentivo às escolas para melhorarem seus resultados de aprendizagem; bem como promover o apoio pedagógico e financeiro às escolas de Ensino Fundamental que apresentam os menores resultados de aprendizagem.

A classificação das escolas é feita com base no IRE, que apresenta uma síntese do resultado da unidade escolar aferido pelo Paebes, para cada ano do Ensino Fundamental participante da edição do Prêmio e disciplina avaliada. O IRE é a média das pontuações atribuídas aos padrões de proficiência, ponderada pelas porcentagens de alunos em cada nível.

O Paebes visa avaliar os estudantes do Ensino Fundamental e Médio das escolas da rede estadual, redes municipais associadas e escolas particulares participantes, em relação ao nível de apropriação dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática (de todas as etapas avaliadas) e, em anos alternados, em Ciências Humanas e Ciências da Natureza (a partir do 9º ano do Ensino Fundamental).

Os resultados são alocados em Padrões de Desempenho, que são categorias definidas a partir de cortes numéricos que agrupam os níveis da Escala de Proficiência, com base nas Metas educacionais estabelecidas pelo Paebes. Esses cortes dão origem a quatro Padrões de Desempenho, os quais apresentam o perfil de desempenho dos estudantes: Abaixo do Básico, Básico, Proficiente e Avançado.

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