Sedes discute nacionalização do combustível sob águas durante videoconferência

A Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) participou de uma videoconferência, na última quinta-feira (1º), com o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas Líquidas, Inflamáveis, Gasosas, Corrosivas, Químicas e Petroquímicas do Estado do Espírito Santo (Sindliqes) e a Alfândega do Espírito Santo. A reunião teve por objetivo dialogar sobre a nacionalização do combustível sob águas e a segregação de armazenamento dos materiais.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, a Sedes atuou como articuladora da reunião entre as entidades. “O Sindicato nos procurou com o interesse em fazer a importação de combustíveis e desembarcar no Porto de Vitória, nacionalizando a carga sob águas. Conversamos com a Alfândega para designar os procedimentos adequados. No encontro, recebemos um retorno positivo sobre a reivindicação do Sindliqes, e se a operação, que ainda não é feita no Estado, for adiante vai atrair receita e, consequentemente, um aumento dessas atividades no Estado”, pontuou Kneip.

O presidente do Sindliqes, Joceny Callenzane, explicou a demanda da entidade. “O nosso objetivo é importar combustível, óleo diesel e gasolina para o Espírito Santo. O nosso pleito tem a necessidade de apoio do Governo do Estado e da Alfândega, para que seja liberada a nacionalização do combustível sob águas. A nacionalização, atualmente, não é permitida pela legislação, mas estamos em contato direto com a Alfândega para que esse entrave seja resolvido. Conseguimos avançar, a nova legislação ainda não está em vigor, mas alcançamos resultados significativos. O próximo passo é fazer uma petição junto ao Governo e a Alfândega para que a legislação saia ao nosso favor”, afirmou Callenzane.

De acordo com o delegado da Alfândega do Espírito Santo, Fabrício Betto, a pauta foi exitosa. “O entendimento local é de que havendo segurança da qualidade da mercadoria, garantia de que todos os produtos de características diferentes não sejam misturados, e a condição do controle de qualidade do produto que será importado, sendo feita a coleta de amostras de desembarque, não vemos problema em suprimir a questão da segregação, se tratando da armazenagem de granel líquido”, disse Betto.

Também participaram da reunião, o gerente de Desenvolvimento Regional da Sedes, Leandro Tononi; e os representantes do Sindliqes, Sérgio Rodrigues; Leila Moreira; e Luiz Paixão. 

 

Texto: Carolina Moreira

 

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