Secult realiza lançamento coletivo de livros contemplados em edital de literatura

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Foto: Hélio Filho/Secom

O Governo do Estado realizou, na noite dessa quarta-feira (25), o evento de lançamento dos 17 livros premiados no edital de literatura da Secretaria da Cultura (Secult), no Palácio Anchieta, em Vitória. São obras de diferentes gêneros, como crônica, infanto-juvenil, conto, poesia, biografia e romance, escritos por autores capixabas. Foram distribuídos 1.700 livros para o público presente, sendo 100 de cada projeto de literatura aprovado no edital de 2019.

O evento teve a participação do governador do Estado, Renato Casagrande, que falou na abertura do lançamento coletivo. “É muito bom voltar a realizar os lançamentos dos nossos editais, recuperando o tempo que perdemos por conta da pandemia. Fomos aperfeiçoando nossos editais com uma política democrática para todos que militam na área cultural. A atividade cultural é empreendedora e geradora de renda. Esses editais possibilitam esses caminhos”, disse.

Casagrande abordou também os avanços nas políticas públicas voltadas para a área cultural. “Aprovamos a Lei de Incentivo à Cultura para apoiar as boas iniciativas. Temos que compreender que a cultura é essencial para a nossa vida. Quando se investe forte em cultura, conseguimos ter uma sociedade mais fraterna. Temos uma sociedade muito heterogênea e a cultura nos permite conviver com pessoas diferentes. Queremos que o Espírito Santo seja uma referência nacional em todas as áreas, inclusive na cultura, pois temos talentos para isso”, completou.

“Todas essas publicações de hoje são resultado dessa política dos editais que tem continuado ao longo dos anos e teve o maior investimento da história em sua mais recente edição. Lembramos que a Lei de Incentivo à Cultura está super aberta para a Literatura. Além dessa porta aberta, teremos ainda uma para os municípios por meio do Programa de Coinvestimento da Cultura – Fundo a Fundo”, acrescentou o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha.

Bibliotecas de 78 municípios do Estado vão receber os livros lançados no evento. “As duas categorias do edital de literatura arrasaram. Foi um mosaico literário, um mix de formatos, as capas… São publicações muito valiosas. É muito valioso para as bibliotecas que recebem também”, pontuou a diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Espírito Santo (SEBP/ES), Marcelle Queiroz.

Uma das contempladas pelo edital, a escritora Lorraine Paixão, que lançou a obra “Desassossego – histórias e memórias do bairro Central Carapina”, discursos em nome de todos os autores. “Hoje estou aqui lançando um livro que fala sobre a minha quebrada. Estamos todos aqui repartindo e retornando para a sociedade essas obras produzidas com recursos públicos”, disse, lembrando que participou da solenidade anterior de lançamento coletivo, em 2019.

Após a cerimônia de abertura, foi realizada uma noite de autógrafos com os autores e a distribuição gratuita dos livros para o público. Também estiveram presentes o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo (Educação), e a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Cristina Engel de Alvarez.

O lançamento dos livros contemplados pelo edital de literatura da Secult de 2020 será realizado ainda este ano.

Confira a lista de livros lançados:

Lobo Pasolini, “Experiências”;

Bruna Maria Gonçalves Breguez, “História da Moda no Espírito Santo: do século XVI ao século XXI”;

Filipe Ferreira Ghidetti, “A condição Urbana”;

Mara Coradello, “Post Its de Carne e Putrefação”;

Geusa Gomes, “O cachorro que fugiu do aquário e voou”;

Gustavo Pimenta, “Minhas Vianas: a cidade como lugar de afetos”;

Herbert Soares, “O ‘Grupo dos Onze’: elites políticas e anticomunismo no município de Muniz Freire”;

Ingrid Carrafa, “Quando borboletas carnívoras dançam no estômago”;

José Roberto Santos Neves, “Memória da Música – Uma leitura crítica de 40 discos que marcaram época no Espírito Santo”;

Lorraine Paixão, “Desassossego – histórias e memórias do bairro Central Carapina”;

Lucas Albani, “O Riso do Chico”;

Luiz F. Bernardes, “A menina que pintava carneiros”;

Marcelo Seidel Fiorotti, “Paisagem e fé: espaços sagrados nos caminhos de Anchieta“;

Paulo Roberto Sodré, “Um pássaro de fogo: reconto”;

Raquel Falk, “Verbetes (im)perfeitos para corpos im(perfeitos)”;

Renata Oliveira Bomfim, “O Coração da Medusa”;

Ricardo Maurício Gonzaga, “Sobrenome perigo”.

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