Secretário de Saúde do ES critica cobrança de comprovante de residência em vacinação

Após a Prefeitura de Vitória exigir comprovante de residência ou da primeira dose aplicada no município para a vacinação da Coronavac, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, alertou que os municípios têm a autonomia para tomar decisões, mas que o processo de imunização precisa ser simplificado para atender à população.

Nésio destacou ainda que, caso a medida seja realmente necessária, a exigência do comprovante de residência precisa ser tomada em conjunto. Ou seja, os 78 municípios do Espírito Santo precisam estar em sintonia.

“A gente precisa simplificar a vida do povo para ser imunizado e ter uma idade comprovada deveria ser o suficiente”, opinou.

O secretário disse ainda que visitou, no último sábado (15), unidades de saúde, e citou o exemplo de Cariacica, em que foi possível ver uma nutricionista trabalhando voluntariamente para atualizar os laudos das pessoas.

“Isso facilita o acesso da população às vacinas e é o tipo de postura que os municípios devem adotar, não ficar criando regras e normas que acabam restringindo o acesso à vacinação. Nós, como gestores, precisamos trabalhar com diretrizes de efetividade” disse.

Orientação do Ministério Público Estadual

A Prefeitura de Vitória alega que a decisão foi tomada em uma reunião com o Ministério Público Estadual (MPES) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A orientação foi dada pelo o MPES, como o próprio órgão esclareceu. Por meio de nota, o Ministério Público disse que a ação “foi necessária para garantir que todos os munícipes de Vitória que estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso completem a vacinação de forma mais rápida”.

O órgão também informou que está recebendo diversas denúncias quanto ao atraso da aplicação da segunda dose na Capital.

A coordenadora do Programa de Imunizações da Sesa, Daniele Grillo, disse nesta quarta-feira (20), que no Sistema Único de Saúde (SUS) o atendimento é universal e que a orientação da Sesa sempre foi de que as pessoas poderiam buscar a vacinação nos demais municípios, uma vez que o Estado estava realizando uma compensação na entrega das vacinas posteriormente.

No entanto, ela ponderou que casos como Vitória, que está vacinando uma quantidade maior de moradores de outras cidades em um momento que não há previsão de chegada de novos lotes de vacina, os municípios podem optar por proceder desta forma.

Informações: Folha Vitória


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