Rússia apela aos EUA e aliados para suspenderem manobras militares no Mar Negro


Sputnik – Nesta quarta-feira (23), a Embaixada da Rússia nos EUA apelou ao governo norte-americano e seus aliados para abandonarem as próximas manobras Sea Breeze no Mar Negro, destacando o “caráter obviamente agressivo” destes exercícios. 

Os exercícios militares dos EUA e Ucrânia Sea Breeze aumentam o risco de incidentes não intencionais no Mar Negro, por isso é importante abandoná-los, afirmou a Embaixada da Rússia nos Estados Unidos. 

“A escala e o carácter obviamente agressivo dos exercícios Sea Breeze não correspondem às verdadeiras necessidades de segurança na região do mar Negro”, diz o comunicado da missão diplomática russa no Twitter.

A Embaixada da Rússia acrescentou que os treinamentos “encorajam os ânimos militaristas de Kiev”. 

​A escala e o carácter obviamente agressivo dos exercícios Sea Breeze não correspondem às verdadeiras necessidades de segurança na região do mar Negro. Aumentam o risco de incidentes não intencionais. Encorajam os ânimos militaristas de Kiev. 

“Apelamos veementemente aos EUA e seus aliados a abandonarem o treinamento de ações militares no mar Negro”, declarou a embaixada russa, adicionando que os problemas que surgem na região podem ser resolvidos sem a imposição de ajuda exterior.

As manobras Sea Breeze serão realizadas de 28 de junho a 10 de julho. Cinco mil militares e 32 navios de 32 países participarão do treinamento. 

Anteriormente, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, disse que a OTAN está aumentando a atividade militar no mar Negro e o número de exercícios militares conjuntos com a Ucrânia. “Tudo isso não contribui para a regularização da situação interna na Ucrânia”, sublinhou Zakharova. 

Por sua vez, o porta-voz do Ministério de Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, afirmou que, sob pretexto do treinamento Sea Breeze, a OTAN fornecerá à Ucrânia armas modernas, que depois serão transferidas para as Forças Armadas ucranianas e para os batalhões nacionalistas paramilitares em Donbass.

(Foto: Twitter, Embaixada Rússia nos EUA)

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