Reunião multilateral em Viena encerra quarta ronda de negociações sobre o acordo nuclear com o Irã sem grandes avanços


A quarta ronda de negociações da Comissão Conjunta do Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA, na sigla em inglês), em Viena, foi encerrada nesta sexta-feira (7) sem grandes avanços. Nas discussões, Irã, França, Reino Unido, Alemanha e Rússia concordaram em acelerar o processo e iniciar consultas por meio de três grupos de trabalho especialistas sobre a formulação do impasse em torno do acordo nuclear. 

“Os participantes concordaram com a necessidade de intensificar o processo. As delegações parecem prontas para ficar em Viena o tempo necessário para atingir a meta”, disse o diplomata russo Mikhail Ulyanov em sua conta no Twitter.

Informações obtidas pela Press TV mostram que a principal trava sobre a restauração do acordo nuclear são as demandas dos Estados Unidos e aliados europeus, que apoiam a destruição das centrífugas de nova geração do Irã em troca apenas da suspensão temporária de algumas sanções econômicas. 

Washington exige que o Irã deve primeiro retornar aos compromissos nucleares para que as sanções sejam anuladas. Já Teerã defende que os EUA, como o partido que, na era Donald Trump, abandonou o JCPOA, retome o acordo e remova todas as sanções.

A avaliação dos diplomatas iranianos é de que a postura do Ocidente pode levar não apenas ao colapso das negociações em Viena, como também do próprio acordo. 

“Esperamos poder terminar [as negociações] em menos tempo, mas a discussão do tempo tem uma prioridade secundária para nós”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. “A primeira prioridade é focar em proteger os interesses do povo iraniano e assegurar as posições definitivas da República Islâmica do Irã”, acrescentou.

O processo de Viena está em curso desde o início de abril e busca reimplementar o JCPOA. 

Reunião dos diplomatas do JCPOA no Grand Hotel Wien, em Viena, na Áustria

Reunião dos diplomatas do JCPOA no Grand Hotel Wien, em Viena, na Áustria (Foto: Reuters)

Leia mais

Leia também