Relatório fiscal aponta retomada da economia em Goiás

Após o pico da pandemia da Covid-19 a economia do Estado de Goiás começa a dar sinais de recuperação. Segundo o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 2º quadrimestre, elaborado pela Secretaria da Economia, a arrecadação até agosto demonstrou crescimento com a reabertura do comércio, impactando na arrecadação tributária  e aumento das  transferências constitucionais.

De janeiro a agosto deste ano, foi registrado um superávit primário de R$ 1,8 bilhão, a partir da diferenças entre as receitas R$ 17,49 bilhões e as despesas  R$ 15,69 bilhões. O superávit é a receita que o Estado economiza para pagamento do serviço da dívida pública. Contudo, deve-se levar em conta que o pagamento das dívidas que estava suspenso por liminares do STF volta a ter efeito neste mês.

As receitas totais apresentam recuperação a partir de junho somando a arrecadação tributária (ICMS, IPVA, ITCD e outros)  e as transferências constitucionais da União. As receitas  advindas de impostos e taxas somaram R$9,8 bilhões. As receitas de transferências constitucionais da União para os Estados somaram R$ 4,4 bilhões até agosto.

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Na evolução dos meses, as receitas correntes, que somam a arrecadação de impostos e taxas e as transferências constitucionais,  passaram da média de 2,2 bilhões até maio, começando a apresentar melhoria a partir de junho (R$ 3,1 bilhões) e  alcançando R$ 3,6 bilhões em agosto. Já entre as  despesas, chama atenção o déficit previdenciário que ficou em R$ 2,36 bilhões  e despesa de pessoal que ainda está acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Todos os detalhes serão apresentados aos deputados da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, da Assembleia Legislativa de Goiás após o período eleitoral. O relatório completo do período já está publicado no portal da Transparência de Goiás.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil