Relatório do MPES aponta 314 casos de coronavírus entre idosos em asilos do Espírito Santo

No último levantamento, divulgado há uma semana, eram 252 idosos contaminados e 43 óbitos. Número de mortes subiu para 51.

Casos de Covid-19 entre idosos vem aumentando nas instituições do ES — Foto: Reuters/Susana Vera

O acompanhamento feito pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) em instituições de longa permanência como asilos e abrigos indica que 314 idosos já foram contaminados pelo novo coronavírus no estado.

Desse total, 51 morreram por causa da doença. Os dados foram coletados até 10 de julho e divulgados nesta quarta-feira (15). Entre os funcionários, são 276 casos de Covid-19.

Na comparação com o último levantamento, divulgado há uma semana, o aumento é de oito óbitos de idosos e 123 casos de pessoas contaminadas nas instituições, sendo 62 entre residentes e 61 entre trabalhadores.

Aumento de casos de coronavírus em ILPI's do ES — Foto: Divulgação/ MPES

Aumento de casos de coronavírus em ILPI’s do ES — Foto: Divulgação/ MPES

Municípios

De acordo com o levantamento, Vila Velha (83), Vitória (54), Serra (33) e Alegre (26) são os municípios que têm mais casos de idosos que testaram positivo para o novo coronavírus.

Os maiores aumentos em uma semana foram registrados em Vila Velha (mais 20 casos), Vargem Alta (13), Bom Jesus do Norte (10) e Alegre (6).

Os municípios de Barra de São Francisco, Muqui e Vargem Alta apresentaram, pela primeira vez, casos confirmados de Covid-19 em ILPIs, desde o início da pandemia.

Óbitos

Com relação ao número total de óbitos das pessoas idosas em ILPI’s, o aumento foi de oito mortes em uma semana. Os novos óbitos foram registrados em Alegre (2), Colatina (1), Guarapari (1), e Vila Velha (4).

Vila Velha e Vitória são os municípios com mais óbitos de idosos residentes, com 13 e 10 casos, respectivamente.

Atuação do MP

Os dados são coletados duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras, com objetivo de garantir a adoção de todas as medidas estabelecidas de prevenção e controle da Covid-19 e, ainda, a garantia da oferta da assistência à saúde da pessoa idosa residente em instituições.

O acompanhamento semanal possibilita a notificação aos gestores estaduais e municipais para que realizem as normas estabelecidas no país de prevenção e controle da infecção pelo novo coronavírus.

Permite, também, apurar as responsabilidades dos dirigentes das instituições prestadoras do atendimento.

Se comprovado ato praticado em detrimento à pessoa idosa sob a assistência dessas instituições, os dirigentes responderão civil e criminalmente, além de receberem sanções administrativas, como, em última escala, a interdição do serviço.

Imediatamente após receber as informações das ILPIs, o MPES aciona as Secretarias de Saúde e de Assistência Social, tanto a Estadual quanto as municipais, para que adotem as medidas necessárias.

Paralelo a isso, o MP exige a apresentação de um Plano de Contingência de cada ILPI, de forma que as medidas preventivas sejam adotadas para minimizar os riscos das pessoas vulneráveis.

O Ministério Público Estadual tem feito esforços para que todas as instituições sejam abastecidas com os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários, bem como para que os funcionários sejam capacitados para enfrentar a pandemia.

Tem requisitado, ainda, que os municípios adotem providências alternativas à institucionalização de novos idosos nas ILPIs já em funcionamento, uma vez que um novo acolhimento pode representar risco para os idosos já residentes.

Veja aqui o relatório do Ministério Público

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