Relações entre EUA e Rússia pioram sob Biden


“A escalada de tensão ganhou novo ‘momentum’ desde que Biden chegou ao poder”, escreve a colunista do UOL Fernanda Magnotta

“Nos primeiros dias no cargo, o democrata impôs mais sanções contra Moscou alegando que tratava-se de uma resposta a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, a organização de cyber ataques contra agências governamentais norte-americanas, além da oferta de recompensas por ataques contra militares estadunidenses no Afeganistão. No meio tempo, diplomatas norte-americanos foram expulsos da Rússia. Além disso, Biden criticou Moscou pelo envenenamento e prisão do opositor Alexei Navalny. Após referir-se ao presidente Putin como ‘um assassino’ durante uma entrevista, a Rússia classificou os Estados Unidos como ‘um país hostil’ “.

“Na última semana, os Estados Unidos formalizaram a intenção de retirada do ‘Treaty on Open Skies’, outro acordo importante. A decisão foi criticada pela Rússia, que classificou a decisão como “um erro político”. Essa determinação já havia sido anunciada por Trump, mas os russos acreditavam que Biden poderia revertê-la. Biden, no entanto, não só deixou de cumprir com essa expectativa, como acusou a Rússia de violar o pacto ao restringir sobrevoos norte-americanos na Geórgia e no litoral do Mar Báltico”.

“Em duas semanas, ocorrerá o primeiro encontro de cúpula entre Biden e Putin. Previsto para 16 de junho, em Genebra, a reunião terá lugar logo após o presidente norte-americano encontrar-se com aliados do G7, da OTAN e da União Europeia. Perguntado sobre as expectativas para o evento, o chanceler russo Sergey Lavrov disse ontem que ‘não devemos nos iludir’ e que ‘não haverá avanço ou decisões históricas que levem a mudanças fundamentais’ “.

Joe Biden e Vladimir Putin

Joe Biden e Vladimir Putin
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