Recuperado da Covid-19, Coco está de volta!

Após 29 de internação, conhecido também como Sandro Maravilha, ele avisa aos amigos que em breve estará de volta para jogar na “pelada” do Colina

Após 29 dias hospitalizado devido a Covid-19, o autônomo Sandro Henrique Mota, 52 anos, está de volta para casa. A reportagem especial é de Cintia Zaché, da Rede Notícia.

Mais conhecido como Coco, ou Sandro Maravilha, o veneciano ficou 13 dias intubado, permanecendo ao total, 25 dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), do Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, e mais três, no Hospital São Marcos. “Não foi fácil. Teve um dia que tive muita falta de ar, achei que fosse morrer. Mas graças a Deus, deu tudo certo, estou em meu lar novamente”,disse Coco.

Tendo que ser traqueostomizado também, Coco relata que quando acordou e ficou consciente, os pensamentos em relação à família era o que vinha à tona. “Fiquei pensando em minha mãe, minhas filhas, na família. Minha preocupação era com eles, de acontecer algo comigo e eu não voltar mais, mas deu certo”, diz.

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Antes da alta, ainda no hospital, acompanhado da irmã, a Célia, Coco teve que receber uma notícia que jamais esperava. “A equipe médica estava reunida e minha irmã contou que mamãe havia morrido, meu mundo caiu. Que tristeza, chorei demais, até o médico chorou emocionado. Ela está fazendo muita falta, chegar em casa e não a encontrar. E ainda não pude nem me despedir dela”, é triste”, conta emocionado.

Sandro Maravilha morava com a mãe, a Nair Luiz Mota, conhecida como dona Nana, que faleceu no último dia 25, vítima de um câncer. “Ela também pegou o coronavírus na mesma época que eu, mas ficou bem. É difícil perder a mãe e não dá o último adeus”, esclarece.

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“Pelada” do Colina

Em casa, Coco agora está fazendo fisioterapia para restabelecer os movimentos. “Estou melhorando, sinto dores ainda, mas, estou me alimentando bem. No primeiro dia que cheguei, pedi para minha irmã fazer churrasco, estava com muita vontade de comer. Agora vou esperar um pouco para matar a vontade de comer feijão tropeiro e aquela feijoada. Quero agradecer a todos que rezaram por mim, a minha família, aos amigos, a equipe médica que me atendeu. A Edileuza Gusson, que é daqui, esteve comigo lá, agradeço a ela também. Quando acordei os profissionais lá diziam que o jogador voltou. “Vamos Sandro, levantar, jogar uma bola, bora rapaz”, e eu ria”, conta.

O autônomo, que tem duas filhas, a Laís, 25, e a Alana, 18, afirma que não vai demorar a ficar bem, para voltar jogar as tradicionais “peladas” no Colina Cowntry Club. “Pessoal já pode me esperar que estarei de volta em breve. Sandro Maravilha em campo para a alegria daquele futebol”, finaliza aos risos.

 

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recepcionado pela família e pediu churrasco


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