Rafael Correa denuncia fraude nas eleições presidenciais do Equador


Sputnik e Brasil de Fato – Os equatorianos votam neste domingo (11) no segundo turno da eleição presidencial do país. Enquanto acontece a apuração dos votos de Andrés Arauz e Guillermo Lasso, o ex-presidente Rafael Correa denunciou uma suposta fraude eleitoral. A jornalista Nathalia Urban estará no Boa Noite 247 deste domingo com todas as informações sobre o pleito equatoriano

Após as polêmicas envolvendo o primeiro turno do pleito presidencial no Equador, o ex-presidente Rafael Correa denunciou neste domingo (11), por uma rede social, que há uma fraude eleitoral em andamento na apuração do segundo turno. 

Vale lembrar que o economista Andrés Arauz venceu o primeiro turno da eleição em fevereiro, com quase 33% dos votos, prometendo um generoso auxílio financeiro à população e a retomada das políticas do ex-presidente Rafael Correa.

O adversário de Arauz, o banqueiro Guillermo Lasso, promete criar empregos por meio de investimento estrangeiro e apoio financeiro ao setor agrícola. Ele somou quase 20% dos votos no primeiro turno.

Guillermo Lasso e Andrés Arauz protagonizam um embate de gerações e estilos que será decidido com o voto obrigatório de 13,1 milhões de equatorianos.

As últimas pesquisas de intenção de voto apontam vitória de Andrés Arauz com 34%. Já Guillermo Lasso possui 27%. A disputa apertada entre os candidatos levanta incertezas sobre o que pode acontecer no domingo.

Segundo reportagem do jornal Página 12, que ouviu uma fonte da diretoria do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), um plano de tentativa de fraude eleitoral estaria sendo executado no país. A suposta manobra estaria sendo prepara pelo candidato Guillermo Lasso e por Jaime Nebot, líder do Partido Social Cristão.

Os dois estariam em contato com conselheiros do CNE que executariam diferentes ações em províncias, como mudar diretores, pessoal técnico e sugerir nomes de aliados de Lasso como funcionários em lugares-chave do processo eleitoral.

A fraude se daria por duas vias: nas mesas de votação e nos centros de digitalização. O primeiro caso durante o dia de votação e o segundo no momento da recontagem dos votos.

“Podem modificar de 1,3 a 1,5 milhões de votos” com a combinação de diferentes mecanismos de fraude, explica a fonte, que optou por não se identificar por medo de represálias.

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