Racismo nos EUA é humilhação e violação dos direitos humanos, destaca mídia chinesa


Desde os índios americanos que viviam como cidadãos de segunda classe tendo seus direitos pisoteados, passando pelo assassinato do afro-americano George Floyd por policiais brancos recentemente até a humilhação e ataques frequentes aos americanos de ascendência asiática, tudo é evidência de que o “câncer do racismo” nos Estados Unidos está crescendo de forma selvagem, descata reportagem da Rádio Internacional da China.

Um relatório recente da Universidade da Califórnia apresentou que o número total de casos de crimes de ódio nos EUA caiu 7% em 2020 em comparação com o ano anterior. Porém, o número de crimes de ódio contra a comunidade de origem asiática aumentou em 149%. O New York Times postou em seu site: “É uma sensação muito solitária ser asiático durante a propagação do Covid-19 nos EUA.”

O rápido aumento dos crimes de ódio contra americanos de ascendência asiática parece ter uma ligação direta com os discursos do ex-presidente americano Donald Trump, nos quais ele falou do “vírus da China” e da “gripe Kung fu”. No entanto, Anne Anlin Cheng, professora da Universidade de Princeton, assinala que estas falas de Donald Trump não poderiam ter desencadeado um ódio tão amplo se já não houvesse um racismo sistemático e cultural a longo prazo contra os asiáticos nos EUA.

Na verdade, nenhuma das minorias étnicas nos EUA é poupada deste fenômeno. Por exemplo, membros de minorias étnicas nos EUA recebem muito menos doses da vacina contra Covid-19 do que brancos. Uma pesquisa da Kaiser Family Foundation feita em 41 estados dos EUA mostrou que, até 6 de abril, 28% dos brancos tinham recebido pelo menos uma dose da vacina, significativamente mais que os latinos (16%) e afro-americanos (17%). O jornal USA Today informou em 11 de abril que a diretora do CDC, Rochelle Walensky, considera o racismo uma “séria ameaça à saúde pública”.

Obviamente, o racismo existe nos Estados Unidos de uma forma abrangente, sistemática e contínua. O pensamento de “supremacia branca” permeia todos os aspectos da sociedade americana, e os direitos humanos básicos dos grupos minoritários étnicos são violados. Os políticos estadunidenses que se retratam como “defensores dos direitos humanos” querem, na aparência, resolver o problema da discriminação racial, mas na realidade, não têm nem a intenção nem a capacidade de lidar com este problema enraizado na política interna, nas tradições históricas e nas ideologias. Alguns políticos americanos até mesmo apelam abertamente para a discriminação racial, o que constitui uma humilhação e uma violação do conceito moderno de direitos humanos.

 

(Foto: Reprodução)

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