Quinze grávidas já morreram por causa da Covid-19 no hospital referência do Espírito Santo

Quinze grávidas já morreram de Covid-19 desde o início da pandemia no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, na Grande Vitória, referência para tratamento da doença no Espírito Santo. Seis delas morreram nos últimos três meses. As informações e o levantamento são de Naiara Arpini, da TV Gazeta.

A média de idade das grávidas é de 28 anos. A mais velha tinha 37, e a mais nova, 17. Para a médica coordenadora da obstetrícia do Jayme, Rosângela Maldonado, as grávidas têm evoluído com cada vez mais gravidade com a Covid-19.

“Nos parece que as gestantes estão cada vez mais graves. As novas variantes são mais violentas e têm atacado, sobretudo, pessoas mais jovens. As gestantes estão nesse grupo de risco, com uma idade menor”, explicou.

Dos 15 bebês órfãos, sete tiveram Covid-19 depois do parto, e todos evoluíram bem. A médica explicou que o parto prematuro, nesses casos, é uma forma de salvar os bebês e dar continuidade ao tratamento das mães.

“Quando você precisa intubar uma gestante para melhorar a função ventilatória, há de se convir que a barriga grande, o útero, dificulta a expansibilidade do pulmão. Então, se impõe a necessidade de tirar o bebê, mesmo que prematuro, para dar chance dessa gestante fazer um tratamento mais adequado possível”, considerou.

Um dos casos foi o de Leizyanne Motta, que teve pressão alta durante a gravidez. Ela descobriu no momento do parto que estava com a Covid-19. Teve o bebê, mas horas depois teve uma complicação. Ela ficou 10 dias internada, depois de ter alta, e ficou longe do bebê.

“Na hora, você acha que só testou positivo, está com os sintomas e acabou. Mas eu tive outros problemas durante a internação”, contou.

Mas um caso que terminou com um bebê órfão da mãe foi o do pequeno José, filho da publicitária Taíssa Souza, de 30 anos. Ela morreu no dia 11 de março, por causa da Covid-19. Quase um mês antes, a equipe médica salvou o filho dela em um parto prematuro.

“Meu filho não é o primeiro, nem vai ser o último a perder a mãe”, disse o pai da criança, o policial Victor Gatto.

Leia mais

Leia também