QUEM NÃO TEM PRAIA TOMA BANHO NO RIO

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Outro dia, na minha adolescência e juventude, residia no município de Mantenopolis, situado na região noroeste do Estado do Espirito Santo. Nesta banda se faz muito calor no verão, existindo inclusive a teoria de que quem mora em Colatina-ES e em Governador Valadares-MG, já esta aprovado no vestibular para o inferno. A quentura é tanto que dá para fritar ovos no asfalto.

 

A praia mais próxima de nós é a de Guriri, São Mateus-ES, que dista 150 km da nossa terrinha. Desta forma a solução era tomar banho no rio, pois não existia nem uma piscina na cidade naquela época, sendo a primeira construída da casa da Dona Fidelina. A cidade é cortada pelo Rio Manteninha e os pontos escolhidos pela juventude para se refrescar eram nas terras do Alonso, Alcino Alves e Orcilino Cabral. Na cidade havia um local chamado de “lajinha” e nós tomávamos banho ali. O problema maior era convencer os pais a autorizar o banho no rio ou se arriscar ir sem o consentimento deles e se preparar para a surra, caso a aventura fosse descoberta.

 

Naquele tempo o Rio Manteninha tinha peixe e água. Lembro-me que nos fundos do quintal da nossa casa havia um ponto em que “não dava pé”. Uma vez cheguei a fazer uma jangada usando tronco de bananeiras, mas aquilo não deu certo e eu acabei é caindo na água. Outra solução muito usual era o “banho de mangueira”, bastando ter uma torneira e um pedaço de cano na versão flexível.

 

Os anos foram passando e a situação do povo foi melhorando e as viagens para as praias de Guriri e Conceição da Barra passaram a acontecer ao menos uma vez ao ano. Não é a toa que um conterrâneo, hoje americano naturalizado, ao se maravilhar com a beleza do mar pronunciou a celebre frase: Olha que lagoa boa de criar pato!

Texto: Creumir Guerra
Creumir Guerra é Promotor de Justiça no Estado do Espírito Santo

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