Projeto desenvolvido em presídio é o primeiro colocado na última fase do Programa Centelha ES

O projeto “Maternar Lactantes Presas”, desenvolvido pela diretoria do Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC), foi o primeiro colocado na terceira e última fase do Programa Centelha ES. A ação é um projeto–piloto realizado pela diretora Graciele Sonegheti, aluna do mestrado em Segurança Pública, com bolsa do Fundo Penitenciário. O projeto é um dos produtos técnicos da pesquisa “Criança em Segurança,” sob orientação da professora Érika Ferrão, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes).

 
Primeiro lugar no Centelha ES, o “Maternar Lactantes Presas” pretende estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Espírito Santo por meio da oferta de capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. O projeto poderá ser reproduzido em âmbito nacional por meio de ações voltadas ao cuidado com as gestantes, lactantes e bebês que se encontram nos sistemas prisionais brasileiros, com vistas à proteção da primeira infância.

Para a diretora Graciele Sonegheti, o primeiro lugar nesta fase foi uma boa surpresa:
“Sempre busco fazer tudo com muita dedicação e cuidado. O reconhecimento do esforço nos impulsiona a fazer cada vez mais! Agora, o objetivo é disseminar as ações em âmbito nacional para trazer mais dignidade às gestantes, lactantes e bebês que se encontram nas unidades prisionais do Brasil, com capacitações aos profissionais que lidam com esse público, além de estruturar, com base no marco legal da primeira infância, os espaços destinados aos bebês, de modo que tenham os estímulos necessários ao desenvolvimento infantil.”

Agora, a profissional terá um novo desafio, fomentado justamente pelo Programa Centelha ES: dar consultoria aos estabelecimentos penais de todo o País, por meio de profissionais especializados na primeira infância, dando assistência às unidades prisionais com capacitação aos profissionais que atuam junto a esse público. Além disso, atuará também no planejamento da reestruturação dos ambientes para dar condições de desenvolvimento apropriado dessas crianças nos presídios. 

No CPFC, o projeto já foi testado. Há uma instalação específica para lactantes e bebês, que conta com enxoval, berçário e quartos humanizados, brinquedoteca, banheiros e outros equipamentos que criam um ambiente salubre e lúdico, propício para o desenvolvimento das crianças. Enquanto estão no berçário materno-infantil, as internas mamães recebem um acompanhamento psicológico que fomenta o envolvimento ativo e afetivo com seus bebês e ações específicas são desenvolvidas.

A diretora Graciele Sonegheti atualmente é coordenadora do núcleo técnico de referência da primeira infância da Sejus e integra o Comitê Estadual Intersetorial de políticas pela primeira infância, no qual estão alinhadas diretrizes, ações e políticas públicas pela promoção dos direitos e desenvolvimento salutar da primeira infância.

Os resultados preliminares da terceira fase do Programa Centelha foram divulgados nesta semana e estão em fase de recursos. O resultado final deve ser divulgado em 10 de julho.

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