Projeto de contação de histórias é readaptado em tempos de pandemia

O que antes era contado de forma presencial, atualmente, passou a ser executado com a ajuda da tecnologia. É que, com a chegada da pandemia do novo coronavírus, o Projeto ‘Era uma vez’: a contação de histórias para crianças hospitalizadas” passou a ser adaptado para o modo virtual. A iniciativa faz parte de um projeto de extensão do curso de Enfermagem e Pedagogia, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes/São Mateus), coordenado pela professora Suzana Antonio, do curso de Enfermagem, e a professora Rita de Cassia Cristofoleti, do curso de Pedagogia.

De acordo com uma das coordenadoras do projeto, que é de Nova Venécia, Suzana Antônio, após a suspensão das atividades presenciais na universidade e a orientação de distanciamento social, o novo formato do ‘Era Uma Vez”, foi reinventado. “Resolvemos inovar nossas ações e continuar levando nossas histórias para nossas crianças, assim o projeto vem atuando de maneira remota, com vídeos, com contação de histórias, postadas em nossas redes sociais”, diz Suzana Antônio.

“Resolvemos inovar nossas ações e continuar levando nossas histórias para nossas crianças, assim o projeto vem atuando de maneira remota, com vídeos, com contação de histórias, postadas em nossas redes sociais”
Suzana Antonio, coordenadora do Projeto e professora do curso de Enfermagem

Segundo as coordenadoras, entre os objetivos do Projeto, ampliar o universo imaginativo das crianças hospitalizadas através da contação de histórias, proporcionando espaços lúdicos, é um deles.

Tudo é gravado e disponibilizado na internet pelos voluntários do Projeto, o que proporciona uma forma de aprendizado, entretenimento e passatempo para as crianças.
A veneciana Mariana Aguiar, voluntária do projeto e acadêmica de Pedagogia da Ufes/ São Mateus, revela o que representa para ela contar história para as crianças. “Esse projeto trouxe muita vida pra mim. Eu me sinto mais alegre, mais feliz, mais completa. Toda vez que conto uma história, mesmo que pra uma tela de celular, sei que do outro lado vou impactar alguém e assim, fico bem também”, diz.

“Esse projeto trouxe muita vida pra mim. Eu me sinto mais alegre, mais feliz, mais completa. Toda vez que conto uma história, mesmo que pra uma tela de celular, sei que do outro lado vou impactar alguém e assim, fico bem também. Principalmente nesse momento de distanciamento social em que as crianças não estão tendo relações com seus amigos, familiares distantes, nosso intuito é fazer com que esse momento seja menos estressante e doloroso”
Mariana Aguiar, voluntária e acadêmica de Pedagogia

Diretora da EMEF Veneciano, Sônia Pilon enxerga a iniciativa de forma positiva. “A linguagem é peculiar à idade da criança, é lúdico. Nesse momento de distanciamento social, a criança sofre com a ausência da escola, dos professores, do recreio e de todo processo educacional junto aos colegas. O projeto é um meio para levar até a elas, um pouco do meio escolar”, fala.

“A linguagem é peculiar à idade da criança, é lúdico. Nesse momento de distanciamento social, a criança sofre com a ausência da escola, dos professores, do recreio e de todo processo educacional junto aos colegas. O projeto é um meio para levar até a elas, um pouco do meio escolar”
Sônia Pilon, diretora da EMEF Veneciano

Há dois anos o “Era Uma Vez” é realizado, e antes da pandemia, a atuação era semanal no Hospital Estadual Dr. Roberto Arnizault Silvares, em São Mateus, além de atividades esporádicas em outras instituições infantis.

Participam do Projeto alunos de graduação dos cursos de Enfermagem e Pedagogia. As histórias estão disponíveis no Instagram e Facebook: @projetoeraumavez1. Acesse e leva esse mundo lúdico para as crianças de sua casa!

Confira momentos do projeto antes da pandemia

Fonte: Cintia Zache / redenoticiaes

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