Programa Criança Feliz atinge marca de mais de 50 milhões de visitas domiciliares

O contato olho no olho e as longas conversas de orientação no sofá da sala, com mães ou responsáveis, durante as visitas domiciliares, são marcas do Programa Criança Feliz. No mês dedicado à Primeira Infância, o Governo Federal alcançou a marca de mais de 50 milhões de visitas nos lares brasileiros, com impacto direto na vida de mais de 1,4 milhão de famílias em todo o país.

O ministro da Cidadania destacou a importância da iniciativa no desenvolvimento infantil. “Ao priorizar a saúde, a educação e a qualidade de vida das crianças brasileiras, estamos falando de desenvolvimento humano. Quando fortalecemos os vínculos familiares e comunitários, desde o nascimento até os seis anos de idade, estamos oferecendo oportunidades de aprendizagem e de avanços cognitivos”, disse João Roma.

A prioridade ao desenvolvimento infantil se faz presente também no Auxílio Brasil, novo programa social que estará em vigor já no mês de novembro. “Por meio dos Benefícios Primeira Infância e Composição Familiar, estendemos a mão do Estado a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes, ofertando trilhas de crescimento e de emancipação”, completou o ministro da Cidadania.

Estimular o desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo das crianças é um dos papéis dos visitadores. Com o tempo, os profissionais passaram a fazer parte da vida de muitas famílias, com mães ou responsáveis contando com um ombro amigo que ajuda a aliviar a pressão social, como também do suporte para a saúde mental e da conscientização da importância do vínculo familiar.

A representante do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas (UNICEF) no Brasil, Florence Bauer, ressalta que o Criança Feliz é um programa inovador e tem impacto real na sociedade. “O Criança Feliz é reconhecido internacionalmente. É uma das iniciativas mais sofisticadas e abrangentes. Tanto que o programa foi reconhecido inclusive pelo Prêmio Wise Awards pelo seu caráter inovador e por ser o maior programa domiciliar do mundo”, analisou.

Visitas

As visitas dos técnicos também contribuem para o resgate da relação familiar, muitas vezes perdida por conta da rotina doméstica, além de ajudar as mães que só contavam, até então, com a experiência de vida para lidar com as crianças. A iniciativa impacta atualmente na realidade de 2.902 municípios, de 26 Estados, além do Distrito Federal.

 “Acreditamos que a visita domiciliar é uma estratégia importante de proteção e intervenção no desenvolvimento infantil. O Criança Feliz capacitou as equipes e formou os visitadores para que as visitas acontecessem de forma remota ou, nos lugares que fossem possíveis presencialmente, com todos os cuidados e obedecendo os protocolos de saúde durante o último ano”, ressaltou a secretária nacional de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania Luciana Siqueira. 

Em 2020, a realidade do atendimento teve que ser adaptada ao contexto da Covid-19 para preservar a saúde das famílias e dos técnicos que realizam as visitas nas casas. As restrições não paralisaram os trabalhos que garantem a oportunidade de mudar a vida de crianças antes, mesmo de elas nascerem.

“O Governo Federal continuou na casa das famílias em um momento tão difícil que o país atravessa. Isso evitou muita violência e negligência. Procuramos capacitar as nossas equipes nos territórios durante meses, com lives, cards, com vídeos de orientações”, concluiu Luciana.

O Governo Federal investe R$ 120,1 milhões na primeira infância com repasse aos municípiospara romper o ciclo de pobreza e, ao mesmo tempo, garantir uma geração de crianças saudáveis, com potencial para aprendizagem e socialização. O suporte familiar visa que as crianças tenham condições de tomarem as suas escolhas de forma consciente durante a vida.

 

Programa Criança Feliz atinge marca de mais de 50 milhões de visitas domiciliares

A realidade do atendimento teve que ser adaptada ao contexto da Covid-19. Foto: Min. Cidadania