Preso diz que avô e outro tio também estupravam menina de 10 anos; vídeo

A informação foi confirmada agora pelo governador Casagrande. O tio acusado de estuprar e engravidar a criança de 10 anos estava em Betim, Minas Gerais

“A nossa polícia efetuou nesta madrugada a prisão do estuprador da menina violentada no no interior do ES. Que sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza. Detalhes da operação serão repassada pela equipe segurança ainda hoje”, informou o governador.

Informações do próprio acusado dão conta de que o homem de 33 anos, tio da menina, foi localizado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ainda não há confirmação dessa localização por parte das autoridades.

PRESO FAZ REVELAÇÕES NAS REDES SOCIAIS QUE PEDEM COMPROMETER AVÔ E TIO DE SANGUE DA CRIANÇA!

Segundo o preso, quando saiu de casa ninguém procurou Médico, e quando foram ao Médico a Avó da Criança Ligou para ele Fugir.

Homem que estuprou e engravidou menina de 10 anos estava no semiaberto

Acusado de estuprar e engravidar a própria sobrinha, hoje com 10 anos, em São Mateus (ES), R. H. de J., de 33 anos, foi preso por tráfico de drogas em 2011, mas desde março de 2017 estava em regime semiaberto. Foi nessa época, inclusive, que teria se iniciado os abusos contra a garota.

O caso tomou repercussão nacional após a Justiça autorizar a menina a interromper a gestação. O Metrópoles tomou a decisão de divulgar apenas as iniciais do nome do criminoso por respeito à vítima, que é menor de idade e sobrinha do suspeito, e não para preservar a identidade do estuprador. Em função de eles terem laços familiares, a conexão poderia ser feita.

R. H. de J. era procurado pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) desde a última quinta-feira (13/8). Na ocasião, policiais foram a um município no estado da Bahia, onde o criminoso tem parentes. No entanto, ele não foi localizado e, desde então, é considerado foragido.

O mandado de prisão foi expedido contra ele no dia anterior, ou seja, na quarta-feira (12/8). Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do estado (SESP) informou que tem empenhado esforços no sentido de localizar o autor do crime e dar cumprimento ao mandado de prisão.

O criminoso abusou sexualmente da sobrinha desde quando a garota tinha 6 anos de idade. Segundo os investigadores, ele ainda ameaçava a menina para que não contasse sobre os estupros a ninguém.

Antes de iniciar os abusos contra a sobrinha, R. H. de J. ficou preso entre maio de 2011 e março de 2018 por tráfico de drogas. Essa informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça do Espírito Santo (SJES).

Na ocasião, além de R. H. de J., foram presos Adenilton Hortêncio de Jesus e Emanuele Martins da Silva. Durante a operação da polícia, os agentes encontraram, em uma cestinha de lixo no banheiro, duas armas de fogo calibre .38, devidamente municiadas, além de dois tabletes de crack.

O próprio R. H. de J. teria admitido a veracidade da denúncia, em depoimento, mas disse que as pedras de crack eram destinadas ao uso. No entanto, os policiais teriam confirmado que o trio usava a casa para guardar e traficar drogas, em associação.

Conforme apurado, R. H. de J. cumpriu pena em unidades de regime fechado e semiaberto, sendo a última na Penitenciária Regional de Linhares. A progressão para o regime semiaberto aconteceu em março de 2017, ano em que teria iniciado os estupros contra a menina.

Os casos de estupro só chegaram ao conhecimento da Polícia Civil do Espírito Santo no último dia 8 de agosto, após a criança dar entrada no Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, com suspeita de gravidez. Aos policiais, ela contou que era abusada há quatro anos.

R. H. de J. foi indiciado pela prática dos crimes de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal, e de estupro de vulnerável, previstos no artigo 217-A do Código Penal, ambos praticados de forma continuada, uma vez que os crimes aconteciam há quatros anos.

Médicos interrompem gravidez de menina estuprada pelo tio no ES

Ao chegar ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), da Universidade de Pernambuco, na tarde deste domingo (16) o médico, gestor da unidade e professor universitário, Olimpio Barbosa de Morais Filho, teve uma surpresa: mais de 200 pessoas protestavam na frente da unidade por causa do aborto da menina de 10 anos.

Ele revelou que já durante a tarde foi dado início ao processo de aborto, com aplicação de drogas. Segundo o médico, manter a gravidez na sua idade teria muito mais riscos de complicações e de morte que em um adulto.

A menina já estava com mais de 22 semanas de gravidez, ou seja, cerca de 5 meses.

Como foi o procedimento? 

Ela passa bem. Assim que desembarcou no aeroporto, já veio para o Cisam, onde foi encaminhada para a sala. Lá, por volta das 17h, foi aplicada a droga que induz o óbito fetal para não haver prolongamento do sofrimento. É uma injeção. Depois é aplicada a medicação de indução para a expulsão do feto, que é comprimido. O passo seguinte é a curetagem com anestesia.

Quanto tempo dura todo o processo?

A expulsão é semelhante a um trabalho de parto, então varia de cada pessoa, pode durar entre quatro e 10 horas. Acreditamos que amanhã a gente tenha essa resposta. Depois é feita a curetagem.

Ela deve ter alta na terça-feira, e como ela vai viajar de volta, talvez fique mais um pouquinho pois é uma viagem longa, sem voo direto. É possível que volte ao Espírito Santo na quarta-feira.

É um procedimento doloroso? 

O abortamento é sempre um processo que tem dores. São cólicas, mas a gente aplica uma medicação para aliviar. É semelhante a um trabalho de parto mesmo, mas mais rápido.

E o procedimento traz riscos para a criança? 

Todo procedimento tem um risco, mas garanto a você que o risco é menor que um parto. No caso dela, se continuasse a gravidez, por causa da idade, teria riscos muito maiores de complicações e morte que uma mulher adulta.

Além disso, ela não queria de jeito nenhum a gravidez. Ela verbalizava que não aceitava de jeito nenhum. Quando acontece isso, obrigar uma criança é uma tortura muito grande, destrói a vida da pessoa.

O caso gerou repercussão grande. Uma criança realizar um aborto nessas circunstâncias é incomum?

Não é comum gravidez com 10 anos. É mais comum a gente realizar procedimentos de aborto após estupro com gravidez em meninas de 13, 14, 15 ou 16 anos. Não é comum, pois geralmente com 9 ou 10 anos a criança não ovula. Mas acontece. Já tivemos caso de uma menina de 8 anos, em 2008, de Alagoinha (Pernambuco) grávida de gêmeos. A repercussão foi ainda maior.

Como lida com isso? 

O maior problema que vejo são essas forças religiosas e políticas contrárias a salvar a vida dessa menina, essas pessoas divulgaram o nome dela. Eles perseguem. Temos que ter cuidado em proteger a criança, com o nome dela, para que isso não destrua a chance dela reconstruir a vida depois disso tudo. É muito ódio.

Os protestos de hoje te surpreenderam? 

Sim. Eu pensei que ninguém sabia do procedimento, já que é sigiloso, mas quando cheguei lá (no Cisam) tinha mais de 200 pessoas tentando entrar no Centro. Eles não deixavam nem as gestantes que chegavam entrar no local, dizendo que ali era a casa de Satanás. Eram mulheres parindo, na ambulância, tentando entrar, e eles gritando. Uma coisa da idade média. Políticos, religiosos.

O senhor trabalha com isso há quanto tempo? 

Há mais de 30 anos, e com esse tipo de aborto desde 1996. Somos o primeiro serviço fora do eixo Rio-São Paulo.

Por que a menina do Espírito Santo teve de fazer o procedimento em Pernambuco? 

Foi um contato da Secretaria de Saúde do Espírito Santo. Me ligaram dizendo que não era possível fazer no Estado. De vez em quando ligam para gente de lugares que não têm serviços ou experiência com esse tipo de procedimento. Eu estava sabendo do caso e a Justiça passou um resumo. Nesses casos de estupro a gente faz o procedimento.

CRIANÇA QUE ENGRAVIDOU APÓS SER ESTRUPADA EM SÃO MATEUS/ES PASSA BEM DEPOIS DE ABORTO LEGAL

 

A menina capixaba de dez anos que engravidou após ter sido estuprada de forma recorrente no Espírito Santo está fora de perigo após realizar legalmente um aborto. O quadro de saúde dela é bom após o procedimento médico para interromper a gestação.

O procedimento de aborto foi iniciado no domingo (16) em uma maternidade pública do Recife sob protestos de grupos católicos e evangélicos, liderados por parlamentares conservadores. Nesta segunda (17), a menina apresentou contrações. Ainda é preciso fazer a curetagem na criança.

“Ela está bem. Pela manhã, começou a apresentar contrações uterinas e esperamos encerrar todo o processo hoje”, informou o médico Olímpio Moraes, diretor-médico da unidade de saúde onde a menina está internada.

Ainda não há informações precisas sobre quando a menina irá receber alta médica para retornar ao Espírito Santo. O procedimento ocorreu no Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), hospital referência no atendimento à saúde da mulher.

Ela precisou sair de seu estado porque o hospital procurado pela família em Vitória se negou a fazer o procedimento legal com urgência.

A violência contra a menina de São Mateus, cidade a 218 km de Vitória, ganhou repercussão nacional. Ela foi abusada sexualmente ao longo de quatro anos pelo marido de uma tia. O homem, de 33 anos, foi indiciado pelos crimes de ameaça e estupro de vulnerável e está foragido desde que o caso veio à tona.
Em Recife, grupos cristãos foram para a porta da maternidade na tarde de ontem para protestar contra a realização do aborto legal.

Liderados pelos parlamentares Joel da Harpa (PP), Clarisa Tércio (PSC) e Cleiton Collins (PP), os ativistas cristãos fizeram rodas de oração, e médicos do hospital foram chamados de “assassinos”. Feministas também estiveram no local para defender o direito à realização do procedimento legal. O tumulto só terminou por volta das 20h30 de domingo.

A reportagem apurou que a menina esteve no Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo após o juiz Antonio Moreira Fernandes, da Vara da Infância e da Juventude de São Mateus, conceder o direito ao aborto na última sexta-feira (14).

No seu despacho, o magistrado reproduziu o desespero da criança quando era atendida por uma assistente social. Ao ser informada pela profissional que estava grávida, a menina “entra em profundo sofrimento, grita, chora e afirma não querer levar a gravidez adiante”, escreve o juiz.

No hospital escolhido, a menina passou por exames. A equipe médica constatou que ela estava com 22 semanas e quatro dias de gestação -ou seja, uma gestação avançada dentro das 40 semanas de prazo total, mas sem impedimento clínico nem legal no caso de uma vítima de estupro com risco de morte.

O hospital não iniciou os procedimentos para a indução do aborto e pediu que a criança retornasse nesta semana para uma nova reavaliação, mas ela desenvolveu diabetes gestacional e corria risco de morrer. O atraso do procedimento, neste caso, agrava a situação. Se seguisse grávida, a criança poderia desenvolver outras complicações clínicas, como pressão alta e fissuras no útero, que reduziam suas chances de sobreviver.

O Hucam foi questionado pela reportagem sobre a postergação do atendimento dado à criança, mas o hospital não se manifestou. A unidade também deve ser questionada na Justiça, porque é suspeita de vazar informações do prontuário médico da criança.

A Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) abriu investigação para apurar se a Justiça do Espírito Santo resguardou os direitos da criança durante a condução do processo.

Especialistas em direito afirmam que não há um período limite para se fazer um aborto autorizado pela Justiça, sobretudo quando a gestante corre risco de morrer.

“O que vemos no caso dessa menina é que o hospital pode ter optado por uma prática comum de violência, que é a postergação da gravidez para conseguir salvar o feto. Não se pensou na menina”, disse a advogada Sandra Lia Bazzo Barwinski.

Barwinski coordena no Brasil o Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, entidade que vem denunciando em todo o mundo esse tipo de prática clínica. “Gravidez e maternidade forçadas se equivalem à tortura”, diz a especialista.

Quando procurou pela primeira vez um hospital ainda em São Mateus, no dia 7 deste mês, a menina estava com 21 semanas de gestação, diz Barwinski. “Esse caso começou errado desde o início. A menina deveria ter sido atendida lá mesmo em São Mateus. Qualquer ginecologista e obstetra estão preparados para fazer esse tipo de procedimento.”

Mas a menina, assim que foi liberada do hospital, seguiu para um abrigo de crianças vulneráveis em Vitória.

Segundo a ginecologista Helena Paro, professora da Faculdade de Medicina da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), a literatura médica já mostrou que a indução do aborto na idade gestacional em que a menina se encontra é quatro vezes mais segura do que o parto vaginal.

Antes da violência sexual à que foi submetida, a menina já tinha sofrido a morte precoce da mãe e ausência do pai, que está preso.

Apesar da autorização da Justiça, hospital do ES negou aborto a menina de 10 anos

 

A menina de 10 anos que ficou grávida após ser estuprada pelo tio, e que teve seu aborto autorizado pela Justiça do Espírito Santo na sexta-feira (14), não pode realizar o procedimento neste sábado (15), devido a que o HUCAM (Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes) se negou a fazê-lo.

Segundo informação da Secretaria da Saúde do Espírito Santo, o HUCAM justificou a decisão com o argumento de que a situação da menor infringia o protocolo da instituição para a realização do procedimento.

O problema, mais especificamente, seria o fato de que a gestação da menina estaria entre as semanas 20 e 22, e não entre as semanas 10 e 12, com havia sido informado antes. O HUCAM, que está vinculado à UFES (Universidade Federal do Espírito Santos), só permite abortos até a 15ª semana de gestação.

Devido a esta situação, a família decidiu permitir que a menina viaje a outro estado para realizar o aborto. O local para onde ela viajou foi mantido em segredo, para preservar sua privacidade. Ela está sendo acompanhada por um parente e uma assistente social da Secretaria de Saúde do Espírito Santos.

A autorização do aborto foi decidida pelo juiz Antônio Moreira Fernandes, após pedido do Ministério Público Estadual.

A legislação brasileira permite o aborto em casos de gravidez como resultado de estupro e de situações de risco para a mãe. Ambas as situações se configuram no caso desta menor de 10 anos, que engravidou após ser estuprada por seu tio, de 33 anos (e que a violentava há 4 anos, pelo menos). Ao fazer o pedido, o Ministério Público também anexou um parecer médico indicando que a menina não ter um útero completamente desenvolvido, o que faz com que sua gestação seja um risco para a sua saúde.

 

 

 

 

 

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