Policial militar do Espírito Santo que agrediu frentista em posto passará por nova avaliação médica, diz Sesp

Após a agressão, o sargento Clemilson Silva de Freitas ficou 148 dias afastado do trabalho. A licença acabou nesta terça-feira (23).


Após ficar 148 dias de licença médica, que terminou nesta terça-feira (23), o sargento da Polícia Militar Clemilson Silva de Freitas passará por uma nova avaliação da Junta Médica da PM.

Ele foi afastado depois de ser flagrado por câmeras de segurança agredindo o frentista Joelcio Rodrigues em um posto de gasolina, em Guarapari, em janeiro deste ano.

Sargento Clemilson Silva de Freitas agrediu o frentista Joelcio Rodrigues em um posto de gasolina em Guarapari, em janeiro deste ano.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), caso seja liberado nessa avaliação, o policial passará a exercer atividades administrativas.

Em função da agressão ao frentista, que ocorreu em janeiro deste ano, Clemilson responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que está em andamento na Corregedoria.

Por isso, por enquanto, ele permanecerá longe das ruas até que a investigação seja concluída.

“Somente ao final do PAD será definido algum tipo de punição, ou não, ao militar. As informações relativas às licenças são publicadas no Portal de Transparência do estado”, informou a Sesp em nota.

Devido ao sigilo médico, a PM não pode divulgar se durante a licença o policial fez algum tratamento ou acompanhamento médico e nem qual problema de saúde ele apresentou.

Agressão

A agressão aconteceu no dia 23 de janeiro e foi gravada por uma câmera de videomonitoramento do posto.

As imagens mostram o momento em que o sargento, que estava fardado, dá um tapa no rosto do frentista e, em seguida, aponta a arma para ele.

De acordo com o funcionário, o militar esteve no posto de gasolina no dia anterior e não gostou quando o frentista pediu para que ele descesse da moto para abastecer, um procedimento padrão no posto de gasolina.

Meses depois, em março, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou o policial à Justiça, mas não revelou por quais crimes.

 

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