Polícia prende líderes fascistas após protestos contra passaporte da vacina e atentado contra sede de sindicato em Roma


RFI – A polícia italiana prendeu, neste domingo (10/10), dois líderes do grupo de ultradireita Forza Nuova, após uma violenta manifestação contra o passaporte sanitário em Roma, neste sábado (09/10), que culminou na detenção de diversos membros do partido.

Durante o protesto, os extremistas atacaram a sede nacional da CGIL (Confederação Geral Italiana do Trabalho), um dos principais sindicatos italianos.

O chefe do sindicato, Maurizio Landini, pediu a dissolução do Forza Nuova e anunciou uma grande manifestação contra o fascismo para o próximo sábado (16/10). “Eles não podem nos intimidar, não temos medo”, disse Landini.

“Os responsáveis por esse ataque estão presos. Há muito tempo eles agem para alimentar as tensões e a violência”, disse o deputado Federico Fornaro, do Partido Socialista Democrático italiano. “A violência fascista deve parar imediatamente. Todas as forças democráticas hoje apoiam a CGIL e a polícia”, acrescentou o senador Andrea Marcucci, do Partido Democrata.

De acordo com a imprensa italiana, doze pessoas foram presas, entre elas Roberto Fiore, secretário nacional da Forza Nuova, e Giuliano Castellino, responsável do movimento em Roma.

Políticos pedem dissolução

No sábado à noite, centenas de pessoas enfrentaram a polícia no centro de Roma, destruindo, entre outros imóveis, a sede do sindicato italiano. Os policiais tiveram de usar jatos de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. O conflito se arrastou por várias horas. 

Forza Nuova é um partido italiano de ultradireita neofascista criado em 1997. O programa deles prevê a proibição do aborto, a interdição da imigração ou a retirada de leis que punem a incitação ao ódio por razões políticas, de raça ou de religião. A legenda nunca obteve mais de 0,5% dos votos.

Muitos partidos de centro e de esquerda também defendem a dissolução do Forza Nuova. “Chega de violência dos grupos neofascistas. Apresentaremos uma moção urgente no Parlamento pedindo ao governo a dissolução do Forza Nuova”, disse Emanuele Fiano, membro da presidência do grupo dos deputados do Partido Democrata, de centro-direita.