Polícia Federal desativa três casas de câmbio clandestinas no Espírito Santo

A Polícia Federal no Espírito Santo (PF-ES) e o Ministério Público Federal (MPF-ES), deflagraram, na manhã desta quinta-feira (4), uma operação para desativar três casas de câmbio clandestinas na Grande Vitória.

A Operação “Cara Grande” teve início após uma denúncia anônima relatando a atuação ilegal de empresários na compra e venda de moeda estrangeira e na remessa de valores para o exterior.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de proprietários e funcionários das empresas investigadas, nos municípios de Vitória e Vila Velha.

Mais de 20 policiais participaram da operação e apreenderam documentos, equipamentos de eletrônicos e dinheiro em espécie nos endereços.

Segundo a investigação, as empresas investigadas compravam e vendiam moeda estrangeira em espécie e também realizavam remessas de valores para o exterior na modalidade conhecida como dólar-cabo.

Nesse tipo de operação, segundo a PF, o interessado em fazer um pagamento para o exterior entrega o valor correspondente em reais para o doleiro no Brasil que usa uma conta própria ou de terceiros no exterior para fazer o pagamento.

A investigação apontou ainda que, após o início da pandemia de coronavírus, as empresas deixaram de atender os clientes em seus endereços comerciais, mas não pararam com as atividades ilegais no mercado de câmbio.

A operação policial recebeu o nome “Cara Grande” porque esse é um termo comum entre os doleiros quando negociam a compra de dólares em espécie.

A Polícia Federal explicou que a nota de cem dólares nova tem uma imagem maior do presidente Benjamin Franklin, por isso é chamada de “cara grande” ou “caruda”, em oposição às notas antigas impressas antes de 1996, chamadas de “cara pequena”.

A alteração da imagem impressa nas cédulas foi uma das diversas reformulações promovidas pelo banco central dos Estados Unidos para dificultar a produção de notas falsas.

Ao comprar moeda estrangeira no mercado paralelo, com doleiros ao invés de instituições autorizadas, há o risco de adquirir notas falsas.

Além disso, a Polícia Federal informou que a compra e venda no mercado clandestino contribui para fomentar a movimentação de recursos ligados a diversos tipos de atividades criminosas, como os tráficos de drogas, armas e animais silvestres, a corrupção, a sonegação e a lavagem de dinheiro.

Após diligências preliminares, a PF confirmou que um dos empresários que estava atuando de forma ilegal já tinha sido investigado pela prática dos mesmos crimes na “Operação Paralelo”, deflagrada em 2018.

Com o avanço das investigações da Operação “Cara Grande” foram identificadas outras duas empresas que atuavam no mercado de câmbio sem a autorização do Banco Central do Brasil.

Os investigados responderão por lavagem de dinheiro, operar instituição financeira sem autorização e evasão de divisas, previstos na Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional. A pena pode ser de até 10 anos de prisão e multa.

Fonte: TV Gazeta

Três casas de câmbio clandestinas são fechadas na Grande Vitória — Foto: Divulgação/ PFES

Três casas de câmbio clandestinas são fechadas na Grande Vitória — Foto: Divulgação/ PFES

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