Polícia descarta crime em caso de modelo que teve o corpo incendiado no Espírito Santo

De acordo com a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), Raffaella Aguiar, imagens das câmeras de segurança e depoimentos ajudaram a confirmar a versão da namorada da vítima.

A Polícia Civil do Espírito Santo descartou que a modelo Katiuscia Silva Mota, de 31 anos, que teve o corpo incendiado em um condomínio da Serra, tenha sido vítima de um crime.

De acordo com a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), Raffaella Aguiar, as imagens das câmeras de segurança do prédio e os depoimentos das envolvidas ajudaram a confirmar a versão da namorada de Katiuscia.

À delegada, ela reforçou a história que já havia contado à TV Gazeta. Segundo a jovem, Katiuscia derrubou um líquido inflamável no corpo durante uma briga do casal e, depois, acendeu um isqueiro.

Para a delegada, ao ameaçar colocar fogo no apartamento onde moram, a ideia de Katiuscia era chantagear emocionalmente a namorada.

“Ontem a gente ouviu a namorada e ela relatou com detalhes tudo que aconteceu naquele dia. É nítido que o relacionamento delas é conturbado, teve brigas durante o dia inteiro, isso nenhum deles nega. Mas o fato que seria apurado como crime não ocorreu. [ …] Elas estavam discutindo, o temperamento dela é um pouco agressivo e, como forma de chantagear emocionalmente, a Katiuscia começou a dispensar álcool pela casa e já olhou pra um isqueiro. Ela pegou o isqueiro e fingia que ia colocar fogo. Como ela fez muito próximo, e estava embebida em substância inflamável, ela entrou em chamas”, disse a delegada.

Imagens de uma câmera do local mostram a mulher com o corpo em chamas. — Foto: Reprodução

Para a delegada, a gravação do circuito interno do prédio prova que a namorada sequer estava perto da vítima quando ela ficou com o corpo em chamas.

“Ao analisar as imagens, é bem claro que não tem a menor possibilidade de que a namorada tivesse incendiado a modelo, porque, quando ela apareceu em chamas, namorada já estava do outro lado do vidro”, disse Raffaella.

Ainda segundo a delegada, vizinhos e a própria Katiuscia, que foi ouvida no hospital, já confirmaram a versão.

Apuração começou após desconfiança da mãe

Raffaella Aguiar explicou que a polícia entrou no caso após a mãe de Katiuscia demonstrar desconfiança sobre a história ao conceder entrevista à imprensa. Na ocasião, ela disse que não acreditava na hipótese de a filha ter ateado fogo ao próprio corpo.

Entretanto, a delegada reiterou que não há outra possibilidade. “A gente compreende que deve ser muito difícil para uma mãe ver a filha naquela situação e entender que ela é causadora de todo aquele mal que está sofrendo. Mas não tem nem elementos de que a namorada instigou a Katiuscia a fazer isso. Está descartado por completo a incidência de uma prática de crime”, disse.

Ainda segundo a delegada, ela vai sugerir o arquivamento do caso para o Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

 

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