Polícia descarta contaminação por óleo de semente de abóbora em morte de advogado no Espírito Santo

A Polícia Civil descartou que a morte do advogado mineiro Manoel Pevidor Dias, de 65 anos, tenha sido por contaminação de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada no falso óleo de abóbora que matou um casal da Serra, na Grande Vitória, no início deste ano.

O advogado estava internado em Colatina, Noroeste do Espírito Santo, desde o mês de maio e morreu no dia 13 de agosto. Ele deu entrada na unidade com sintomas intestinais.

A suspeita de que o quadro de saúde do advogado poderia ter relação com o óleo de semente de abóbora surgiu porque o nome dele foi encontrado na lista de compradores do fornecedor que vendeu o produto contaminado para o casal capixaba.

O laudo da polícia, no entanto, descartou a possibilidade. Por nota, a Polícia Civil afirmou que a substância tóxica dietilenoglicol não foi encontrada no conteúdo do frasco adquirido pelo advogado.

O dietilenoglicol é a mesma substância que contaminou lotes da Cervejaria Backer, em Minas Gerais, e matou pelo menos dez pessoas em 2019.

O responsável pela fabricação do óleo vendido ao casal foi preso em flagrante em maio deste ano em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Manoel Pevidor Dias

Manoel Pevidor Dias