Pobreza menstrual é tema de debates em todo o mundo


Enquanto no Brasil Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorvente feminino, países com a Escócia, desde 2020, tornou-se o primeiro país do mundo a aprovar, de maneira mais ampla. uma lei tornando obrigatória a distribuição gratuita de absorventes em instalações públicas, incluindo escolas e universidades. 

O Quênia, na África aprovou a distribuição de absorventes gratuitos em 2017,  para meninas matriculadas em alguma escola. 

No mundo, segundo dados de instituições internacionais e ONGs, pelo menos 500 milhões de mulheres e meninas não têm acesso a itens de higiene adequados para usar durante a menstruação, a chamada pobreza menstrual, 

De acordo com reportagem publicada no jornal O Globo, a pobreza menstrual não atinge apenas mulheres e meninas em países mais pobres.

A conscientização sobre esse problema global, tem obrigado governos nacionais e locais, gradativamente, a adotar medidas para enfrentar a pobreza menstrual. 

Essa realidade está cada vez mais presente em países mais ricos devido ao agravamento da crise provocada pela pandemia, além do crescimento da desigualdade social.  Nos EUA, por exemplo, uma pesquisa apontou que, em 2020, 16,9 milhões de mulheres sofreram com a pobreza menstrual durante a pandemia e, no Reino Unido, três em cada dez britânicas com idades entre 14 e 21 anos tiveram dificuldade de acesso aos produtos de higiene pessoal no ano passado.

O Brasil protagonizou na última semana a discussão, sobre a temática, quando Bolsonaro vetou um projeto de lei para distribuição gratuita de absorventes a estudantes de baixa renda de escolas públicas, presidiárias e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema. 

Agora, o Congresso tem 30 dias para decidir manter ou derrubar o veto. Para analistas, no entanto, o foco está muito no controle da menstruação e menos em combater estigmas e tabus.