Plano de vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo será apresentado na próxima semana, diz secretário

Secretário de Saúde do ES, Nésio Fernandes, fez pronunciamento nesta quarta-feira (23). Ele pediu que famílias capixabas não façam grandes festas no fim do ano.

Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin em pronunciamento realizado nesta quarta nas redes sociais — Foto: Divulgação/Sesa
Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin em pronunciamento realizado nesta quarta nas redes sociais — Foto: Divulgação/Sesa

 

O plano de vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo vai ser apresentado na próxima semana, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes.

Em pronunciamento realizado na tarde desta quarta-feira (23) pelas redes sociais, Nésio também afirmou, mais uma vez, que a vacinação deve começar em fevereiro de 2021, data prevista também no plano nacional de vacinação.

“Nós iremos começar o ano com o desafio de preparar um grande plano estadual de vacinação. Nós já temos as seringas, nós temos o plano estadual homologado e aprovado no conselho de gestores municipais, junto com a Sesa. Iremos apresentar na próxima semana um detalhamento do plano estadual de vacinação, que irá mobilizar desde janeiro os novos gestores para o início da vacinação dos grupos prioritários, possivelmente a partir do mês de fevereiro”, declarou.

O secretário adiantou que embora a vacinação comece em fevereiro, grande parte da população só deverá ser imunizada a partir do segundo semestre, já que os grupos prioritários e de risco serão os primeiros a receber as doses.

“A vacina está na iminência de chegar ao país, no primeiro semestre do próximo ano. No entanto, com a estratégia de vacinação apresentada pela União, a vacinação ampla e massiva deve ocorrer apenas no segundo semestre. No primeiro semestre, apenas grupos de risco, trabalhadores da saúde e grupos prioritários definidos no calendário nacional. Isso representa a necessidade de resiliência e de longo prazo”, contou.

Também presente no pronunciamento, o subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Luiz Carlos Reblin, pediu para que a população, mesmo com a iminência da vacinação, continue mantendo os cuidados de distanciamento social e uso de máscara.

“A vacina está pronta, mas ainda vai demorar alguns dias para chegar. Até lá, temos que manter a distância. Se fazemos uma festa muito grande, com um grande número de pessoas em um momento de euforia, passamos a não usar a máscara, isso aumenta potencialmente o risco. É como se estivéssemos em Vitória, olhando para o mar, com a visão de uma ilha: a ilha é a possibilidade da vacina, mas ainda precisamos atravessar o canal, que pode nos ajudar ou nos afundar”, disse.

O secretário de saúde também pediu, mais uma vez, que as famílias capixabas evitem fazer eventos com muitas pessoas neste fim de ano.

“Reiteramos o apelo para que as famílias não realizem festas de fim de ano. Não reúnam de maneira ampla as suas famílias. Não é o momento para isso, para que a gente possa ter a possibilidade de se juntar no ano que vem, com a população vacinada e protegida contra a Covid-19”, pediu.

Nésio reiterou que o estado está vivendo um novo momento de expansão da pandemia e voltou a dizer que cuidados de distanciamento e de higiene pessoal podem evitar que mais pessoas sejam contaminadas pelo coronavírus.

“É necessário que a gente redobre os cuidados neste segundo momento de expansão da pandemia. Até o início desta coletiva, são 30 novos óbitos no dia de hoje, e não nos acostumamos com essa curva de óbitos. Não são curvas, não são estatísticas, são pessoas queridas. Se nos distanciarmos, lavarmos as mãos, usarmos máscaras, não nos aglomerarmos, nós vamos preservar vidas e evitar o crescimento exponencial da pandemia”, disse.

O secretário destacou ainda que durante a pandemia houve transparência nos dados públicos de atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.

Para Nésio, permitir que a população tenha acesso a dados como os de ocupação de leitos, grau de isolamento e testagem é uma característica de uma democracia avançada.

“Nós temos uma característica da pandemia que foi a transparência dos dados. O Governo do ES foi campeão nacional de transparência, permitindo que os temas de governo fossem também os temas da sociedade: ocupação de leitos, testagem, comportamento epidemiológico da doença, grau de isolamento. Os temas de governo passaram a ser temas das pessoas comuns, dos trabalhadores, dos religiosos. Esse tema é comum de uma democracia avançada”, destacou.

O secretário falou também da importância da rápida resposta da ciência e de governos que valorizaram o desenvolvimento tecnológico para que a vacina pudesse ser rapidamente ofertada à população.

“Outro legado foi a rápida resposta da ciência, de governos sérios que apostaram no desenvolvimento tecnológico. Que puderam desenvolver, produzir e atestar a segurança de diversas vacinas e que em um curto espaço de tempo vão poder imunizar milhões de seres humanos no planeta”, disse.

Por fim, Nésio destacou que para que a pandemia seja vencida e as vidas sejam preservadas, a população precisa acreditar na ciência, no avanço da tecnologia, e combater as informações falsas e as mentiras que circulam sobre a Covid-19.

“Teremos que ampliar a nossa aposta na ciência. Temos que combater todas as conspirações obscurantistas, todas as fake news, todas as concepções antivacina, os movimentos terraplanistas, aqueles que apostam em ilusões, em posições retrógradas que não representam mais as posições dos nossos dias”, afirmou.

Para o secretário, se a população não acreditar na vacina como única forma de vencer a pandemia, o esforço feito por governos e entidades para combater a Covid-19 ao longo de todo o ano de 2020, poderá ter sido em vão.

“Nós precisaremos vencer as mentiras para poder garantir a preservação da vida. Porque senão toda ampliação que fizemos ao longo deste ano, para salvar vidas, para garantir o acesso aos direitos; todo o esforço para desenvolvimento, produção e testagem de eficácia de vacinas poderá ser pedido por conta de campanhas conservadoras, reacionárias, que duvidam da real resposta da vacina como principal medida de prevenção primária para proteger a população, para que retomemos as atividades sociais e econômicas em um padrão de normalidade”, finalizou.

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