Pesquisa mostra efeitos da pandemia do Coronavírus no turismo do Espírito Santo

Estudo foi realizado entre os dias 27 e 31 de maio, por meio de formulário on-line.


Com o objetivo de conhecer os impactos econômicos em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Turismo (Setur) do Espírito Santo realizou uma pesquisa entre os dias 27 e 31 de maio, por meio de formulário on-line enviado aos mais de dois mil cadastrados no Serviço Nacional de Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

Foram recebidas 305 respostas de empresários de 43 municípios do Espírito Santo. Desse total, 62,2% são pessoa jurídica e 37,8% autônomos.

A pesquisa foi criada pela equipe técnica da Setur, responsável pelo Observatório de Turismo, e retrata os primeiros dias da pandemia.

“Esta pesquisa, reuniões constantes com secretários municipais, instâncias de governança, Conselho Estadual de Turismo e representantes de todo o setor, bem como nossa participação no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo (Fornatur), foram e continuam sendo nossa forma de conhecer e acompanhar a realidade ocasionada pela crise e assim podermos, a partir deste panorama, trabalhar para o enfrentamento”, explicou o secretário de Turismo, Dorval Uliana.

Dados

Segundo o levantamento, os guias de turismo são a maioria entre os autônomos, 63,4%, seguido por profissionais dos meios de hospedagem e comércio. Os dados apontam também que, no caso desses trabalhadores, a interrupção total das atividades ocorreu entre 79,8%, sendo que 12,1% reduziram em 75% a jornada de trabalho e 4,3% reduziram em 50%.

Já entre as empresas (pessoa jurídica), a maioria que respondeu ao formulário é do meio de hospedagem (23,6%), agência de turismo (18,3%) e transportadoras (15,1%). Em 79,5% dos meios de hospedagens, a taxa de ocupação no mês de março foi de 10% e, em abril, 93,2% chegaram a este percentual (10%).

Entre as medidas adotadas para enfrentar a crise ocasionada pela pandemia, 60,8% suspenderam contratos, 19,9% tiveram redução de carga horária e 4,5% demitiram colaboradores. Para amenizar os impactos, 34,9% reduziram preços.

Ainda sobre as alternativas encontradas, 51,9% precisaram de financiamento e a maioria buscou crédito nas linhas oferecidas pelo Banestes (32,1%), pelo Bandes (15,8%) e pelo Sicoob (11,4%).

O maior quantitativo de respostas aos questionamentos tem sua origem nos municípios de Vitória, Vila Velha, Santa Teresa, Anchieta, Divino de São Lourenço, Serra e Guarapari.

As informações completas estão disponíveis no Observatório de Turismo.

 

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