Pesquisa: candidato comunista é favorito para eleição presidencial no Chile


Brasil de Fato – O Chile acaba de eleger governadores em todo o país e permanece em clima eleitoral. Isso porque no dia 18 de julho serão realizadas as eleições primárias para as presidenciais de novembro deste ano. Sebastián Piñera caminha para o final da sua gestão com apenas 18% de aprovação popular. 

O prefeito do município de Recoleta, Daniel Jadue (Partido Comunista) é favorito com 14% de intenções de voto, segundo pesquisa de opinião da empresa Cadem realizada na última semana de junho. Em seguida está o conservador Joaquín Lavín (União Democrata Independente), prefeito de Las Condes e ex-ministro de Sebastián Piñera, com 13% e Yasna Provoste (Democracia Cristã), presidenta do Senado e ex-ministra de Michelle Bachelet, com 9% da preferência. 

Apesar do favoritismo, Jadue ainda precisa ser confirmado como candidato pela plataforma Aprovo Dignidade. Nas primárias do dia 18 de julho, o comunista irá enfrentar-se com Gabriel Boric Font (Convergência Social) para definir quem será a cabeça de chapa. 

Do outro lado, a aliança Chile Vamos terá de escolher entre Joaquín Lavín (UDI), Ignacio Briones (Evolução Política), Sebastián Sichel (Independente) e Mario Desbordes (Renovação Nacional).

Além disso, também confirmaram suas pré-candidaturas: José Antonio Kast (Partido Republicano), Eduardo Artes (União Patriótica), Carlos Maldonado (Partido Radical) e Paula Narváez (Partido Socialista).

À medida que Jadue aumenta sua popularidade também surgem campanhas de desinformação. Parlamentares da UDI trouxeram à tona o anuário escolar de 1983, com mensagens escritas por seus colegas afirmando que seria o futuro chefe da OLP – Organização para Limpeza Pública contra judeus. 

Na verdade, OLP é a sigla da Organização para Liberação da Palestina e Jadue é neto de palestinos. 

A Câmara de Deputados aprovou uma resolução que exigia explicações de Jadue. O prefeito respondeu que o texto não foi escrito por ele. 

“Um país em plena crise sanitária e econômica, centenas de mortos diários, famílias que não tem dinheiro para cobrir as contas do mês, mas deputados de direita votam para que eu explique algo escrito por outro, num anuário de colégio, há 35 anos. Sejamos sérios”, declarou.


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