Pesquisa aponta favoritismo do Partido Socialista Português em eleições legislativas antecipadas • SiteBarra

Pesquisa aponta favoritismo do Partido Socialista Português em eleições legislativas antecipadas


LISBOA (Reuters) – O Partido Socialista de Portugal é o favorito para vencer a eleição antecipada para janeiro, e com mais votos do que recebeu em 2019, mas ficará aquém de uma maioria absoluta, de acordo com a primeira pesquisa de intenção de voto a ser realizada desde que o Parlamento rejeitou o Orçamento na semana passada. 

Somada a esquerda, que inclui os ex-parceiros de extrema-esquerda do primeiro-ministro socialista António Costa que ajudaram a minar o projeto de lei do orçamento e desencadear a eleição antecipada, manteria a maioria dos assentos parlamentares ficando com 52% dos votos, segundo a sondagem do instituto Aximage. 

Na quinta-feira, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa convocou a eleição antecipada para 30 de janeiro depois que a rejeição do orçamento encerrou seis anos de estabilidade política relativa sob o comando dos socialistas. O governo continua atuando até o Parlamento ser dissolvido formalmente. 

Analistas políticos dizem que só uma eleição pode não resolver o impasse político, já que é improvável que algum partido isolado ou aliança viável obtenha uma maioria estável. A maioria deles considera quase impossível reeditar a aliança de esquerda que governou o país devido à desconfiança mútua. 

Os socialistas, de centro-esquerda, devem ficar com 38,5% dos votos, cerca de um ponto percentual a mais do que em uma pesquisa anterior de julho, e acima dos 36,3% que conquistaram na eleição geral de 2019. 

O Partido Social Democrata (PSD), principal sigla de oposição, ficariam com 24,4%, menos do que os 25,2% do levantamento de julho e dos quase 28% que conquistaram na última eleição.

Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, durante entrevista coletiva em Bruxelas
25/06/2021 REUTERS/Johanna Geron

Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, durante entrevista coletiva em Bruxelas
25/06/2021 REUTERS/Johanna Geron