Pedro Monzón: A ONU e o bloqueio a Cuba


O embaixador Pedro Monzón, cônsul geral de Cuba em São Paulo, escreve nesta quarta-feira (23) na Folha de S.Paulo artigo sobre o bloqueio estadunidense a Cuba, que mais uma vez será julgado pela Assembleia Geral da ONU. Para o diplomata, o efeito do bloqueio é “genocida”. 

“Em 28 ocasiões consecutivas o bloqueio a Cuba foi reprovado pela imensa maioria dos países que integram a Assembleia Geral da ONU (AGNU) e também por diversos Parlamentos, personalidades e grupos de solidariedade no mundo”,  escreve Monzón.

“Implantado formalmente em 1962, o embargo obedece às teses expressas em um memorando oficial do governo dos EUA à época, que literalmente afirma: ‘A maioria dos cubanos apoiam Castro (…) o único modo (…) de tirar o apoio interno é mediante o desencanto e a insatisfação que surjam do mal-estar econômico e das dificuldades materiais (…). Há que se empregar, rapidamente, todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica (…) e conseguir os maiores avanços na privação a Cuba, de dinheiro e fornecimento, para reduzir recursos financeiros e os salários reais, provocar fome, desespero e o derrocamento do governo’ ”.

Já se passaram mais de 60 anos e, apesar do repúdio mundial, as mudanças que foram introduzidas nesse sistema de sanções, contraditoriamente, reforçaram a sua intenção e o efeito genocida.

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