Os números

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Já se falou que números não mentem. Decidi, assim, recolher alguns deles para melhor compreender nossas realidade e índices econômicos.

Comecei pelo conflito entre israelenses e palestinos. Entre 1987 e 2020 ceifou 14.000 vidas – algo em torno de 425 mortes por ano. Enquanto isso, apenas no ano de 2005, nosso pacífico país perdeu 47.578 filhos assassinados. Realizamos em apenas um ano mais de três vezes o que um encarniçado conflito levou 33 anos para produzir.

É possível analisar-se o caso a partir de um outro ponto de vista. Vamos lá: segundo a Organização Mundial da Saúde 15.000 pessoas morrem no Brasil a cada ano devido a doenças causadas pela falta de saneamento básico. Ou seja: em um único ano matamos por falta de água e esgoto o que uma guerra demorou mais de 33 anos para conseguir.

Nos EUA, de acordo com o Tuskegee Institute, 4.743 pessoas foram linchadas entre 1882 e 1968 – ao longo de 86 anos, pois. Li que no Brasil, ao longo de 50 anos, foram mais de 20.000. Segundo apurou o sociólogo José de Souza Martins, da Universidade de São Paulo, em apenas um caso alguém chegou a ser punido.

Dado estudo do Banco Mundial calculou, em 2011, que a África – sim, todo um imenso continente – perdia entre US$ 20 e US$ 40 bilhões a cada ano por conta da corrupção. Naquele mesmo ano a FIESP divulgou um estudo segundo o qual o Brasil, sozinho, amargava perdas de R$ 82 bilhões a cada ano – ou US$ 45 bilhões, considerado o câmbio médio daquele ano. Li por aí que lá e cá a situação piorou bastante nos últimos anos. Fico a imaginar como está.

Sigamos em frente: 52,2% das empresas instaladas no Brasil declaram ser a criminalidade um entrave aos investimentos (dados do Banco Mundial). Deve ser verdade: segundo pesquisa publicada pelo jornal “O Globo” crimes e gastos com segurança consomem delas – e apenas delas – nada menos que R$ 130 bilhões a cada ano (dados de 2016).

Sigamos, agora, rumo ao balanço final: o Banco Interamericano de Desenvolvimento concluiu que o crime “rouba” nada menos que 10% do nosso PIB. Somente para fins de comparação, os EUA perdem cerca de 4%.

Diante de todos estes números chego a uma conclusão: um dos maiores problemas nacionais é não fazer contas. Simples assim. Afinal, como ensinava Pitágoras há milhares de anos, “os números governam o mundo”.

Pedro Valls Feu Rosa

Os números

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