Nos 15 primeiros dias de abril, Espírito Santo registra mais mortes do que nascimentos

O Espírito Santo já registrou mais mortes do que nascimentos no mês de abril e a Covid-19 é a grande responsável. A reportagem é de Diony Silva, da TV Gazeta.

De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Espírito Santo (Arpen-ES), já foram registrados 1.860 mortes, bem mais que a quantidade de crianças que nasceram no período: 1.682.

Em abril do ano passado, o número de nascimentos foi mais que o dobro do número de mortes: 4.827 nascimentos e 2.105 mortes.

“Temos em torno de 120 óbitos a mais do que registros de nascimentos. Na historia do Portal da Transparência do Registro Civil, o número de nascimentos sempre foi muito maior que o número de óbitos. Acreditamos que quando abril de 2021 fechar, isso vai se ratificar. A diferença é que o óbito em 2021 se aproxima do nascimento, diferente de abril de 2020, onde havia uma diferença do número de nascidos, que é muito maior, para o número de óbitos, que historicamente é menor”, explicou a presidente da associação, Nelisa Galante.

Só na primeira quinzena desse mês, o estado já bateu dois recordes seguidos de mortes por Covid-19. No dia 6, foram 110 mortes pela doença em 24 horas. E nesta quarta (14), foram 102 registros.

Nas últimas 24 horas, foram mais 95 mortes. O estado agora totaliza 8.507 mortes e mais de 409 mil casos confirmados desde o início da pandemia.

“Percebemos um aumento de declarações de óbitos com causa morte coronavírus. Claro que não há uma apuração se o número de outras mortes é maior do que o número de causas por Covid, mas a gente percebe que o registro civil é o primeiro lugar onde as pessoas vão para registrar os óbitos. Percebemos o desconforto das famílias, as vezes o falecimento é por coronavírus e há até dificuldade por quem será esse declarante, porque os irmãos estão contaminados, os pais estão contaminados. O número de mortes por coronavírus está maior, sim, em relação ao ano passado”, afirmou Galante.

Quem chegou ao mundo no meio dessa pandemia nem faz ideia de como serão as coisas daqui para frente. A analista de vendas Raniele Oliveira deu à luz a pequena Yasmin, em plena pandemia.

A mamãe de primeira viagem sempre tomou todos os cuidados, desde que descobriu a gravidez. Ter a filha no colo é a materialização do amor e da esperança em dias melhores.

“Eu tentei engravidar por um tempo. Ela não foi planejada, mas foi muito desejada. Eu olho para ela e me sinto realizada. Não tem explicação”, disse.

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